Jocyelma e Verônica: episódios com Vicentinho colocam respeito às jornalistas em debate
Dois episódios envolvendo Vicentinho Júnior e as jornalistas Jocyelma Santana e Verônica Veríssimo Bolzan voltaram ao debate público na reta final da campanha ao Governo do Tocantins. Os casos têm contextos diferentes e precisam ser apresentados com identificação dos fatos, das alegações e do alcance das decisões.
Na sabatina da TV Anhanguera de 16 de outubro, Jocyelma perguntou sobre valores citados em investigação e sobre uma empresa registrada em nome da esposa do candidato. Vicentinho contestou a abordagem, afirmou que já havia prestado esclarecimentos e mencionou documentos. A jornalista sustentou que os telespectadores também precisavam ouvir suas explicações, conforme a reconstituição publicada pelo AF Notícias.
A repercussão ganhou outro capítulo com uma decisão eleitoral sobre vídeo publicado por Dorinha. Segundo o AF Notícias, o TRE-TO identificou alteração na sequência das falas e determinou a retirada da montagem. A restrição se referia à edição considerada irregular, não à legitimidade dos questionamentos de Jocyelma.
O caso de Verônica começou após uma fotografia de Vicentinho na saída de um restaurante em Brasília, em 16 de junho. O parlamentar alegou perseguição e levou o assunto à Polícia Legislativa. Segundo a Gazeta do Cerrado, o MPF determinou o arquivamento em 14 de agosto por não encontrar elementos suficientes para sustentar a acusação.
A publicação registra que Vicentinho questionou a motivação da fotografia e o vínculo de Verônica com a Prefeitura de Palmas. Ela negou que seguisse o parlamentar e afirmou finalidade jornalística. O arquivamento tratou da acusação contra a jornalista; não correspondeu a um julgamento das declarações do deputado no telefonema que se tornou público.
Em manifestação de 17 de outubro, o Jornal Opção Tocantins prestou solidariedade às duas profissionais e classificou os episódios como constrangimento. Essa é a avaliação editorial do veículo, apresentada em sua publicação em defesa das jornalistas.
Perguntas sobre investigações não equivalem a condenação. O entrevistado tem direito de responder e contestar informações; a imprensa deve preservar o contexto, identificar o que está comprovado e corrigir eventuais erros.
O Ministério da Justiça mantém um observatório sobre violência contra jornalistas, com atribuições de monitoramento e proteção da atividade. O DT também acompanha a relação entre candidatos e imprensa na cobertura dos debates da TV Anhanguera.
Vicentinho Júnior, Jocyelma Santana, Verônica Bolzan, TV Anhanguera e campanha de Dorinha têm espaço aberto para esclarecimentos e atualização de suas posições.