Exclusivo: “Meu grande sonho é ser campeão em tudo que existe”, diz Victor Roser ao Hora da Fama; Assista ao vídeo

Exclusivo: “Meu grande sonho é ser campeão em tudo que existe”, diz Victor Roser ao Hora da Fama; Assista ao vídeo
Crédito: Divulgação
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 21 de outubro de 2026 3

“Meu grande sonho é ser campeão em tudo que existe”, diz Victor Roser, cuja história inspira “O Menino das Tempestades”; veja a entrevista exclusiva

Victor Roser encontrou no automobilismo um caminho que agora também chega aos leitores em “O Menino das Tempestades”, livro escrito por sua mãe, Maria Roser. Já apresentada pelo Diário Tocantinense, a obra acompanha o início do piloto no kart, o apoio familiar e os desafios de uma trajetória marcada por aprendizado, perdas e determinação. Em entrevista exclusiva ao Hora da Fama, do DT, Victor falou sobre a experiência de compartilhar sua história, a mudança para Portugal e os planos para construir uma carreira nas pistas europeias.

Segundo a apresentação editorial, Victor acelerou um kart pela primeira vez aos 12 anos. Para ele, porém, o interesse pelo automobilismo vinha de antes: desde pequeno, pedia à mãe a oportunidade de experimentar o esporte, mesmo enquanto praticava outras modalidades. A autorização para o primeiro treino veio depois de muita insistência. “Eu tenho a lembrança de sempre ter pedido para minha mãe, desde pequeno, além de praticar os outros esportes, pelo menos tentar fazer algum treino ou fazer uma temporada no kart”, contou.

É desse percurso que nasce o livro de Maria Roser, que apresenta a caminhada do filho pelo olhar materno. A narrativa aborda a perda do pai ainda na infância, o apoio da mãe e as experiências de Victor com vitórias, derrotas, acidentes, dificuldades financeiras e pressão por desempenho. O automobilismo aparece como parte de uma história de amadurecimento, na qual continuar exige enfrentar situações que vão além das curvas de um circuito.

Ver essas lembranças reunidas em uma obra desperta emoção no piloto. Ao falar sobre o projeto, Victor destacou os amigos e as pessoas que participaram de sua formação, mesmo considerando que ainda está no começo da carreira. “Já tem muita gente envolvida, muitas amizades, muitas pessoas que eu conheci, então eu sou muito grato por isso”, declarou. Para ele, compartilhar a trajetória também permite aproximar leitores que não acompanham o esporte da realidade enfrentada por quem busca uma oportunidade nas pistas.

O primeiro contato com o kart trouxe uma preocupação prática: o medo de bater e precisar pagar pelos danos ao equipamento da equipe. Com a adaptação, o receio inicial deu lugar à concentração em melhorar as voltas, analisar a telemetria e se tornar competitivo. Nesse processo, Victor passou a compreender que o desenvolvimento de um piloto depende também das relações construídas fora da pista. “Você tem que escolher uma equipe que é uma família para você”, afirmou, ao destacar a importância da CRT em seu aprendizado técnico e pessoal nos últimos três anos.

A mudança do Brasil para Portugal, no meio do ano, foi apontada como um dos acontecimentos mais marcantes dessa caminhada. Victor chegou ao país com a esperança de continuar no automobilismo, mas encontrou uma realidade que ainda procura compreender. “É um mundo muito diferente, são coisas muito diferentes”, disse. Para 2026, sua prioridade é treinar e se preparar para uma possível categoria em 2027, quando pretende demonstrar desempenho e chamar a atenção de novos patrocinadores.

O planejamento inclui ampliar o orçamento para buscar uma competição de projeção mundial em 2028. Trata-se de um objetivo condicionado às oportunidades esportivas e ao financiamento necessário. Ao falar sobre suas ambições, Victor não escondeu o tamanho do sonho: “Meu grande sonho é ser campeão em tudo que existe, em todas as categorias”. Entre os desejos mencionados, destacou conquistar um título na competição que chamou de “GT World”.

A busca por patrocinadores também está ligada à divulgação do livro. Victor explicou que apresentar sua história pode ajudar possíveis apoiadores a conhecer seu percurso e seus planos. Os custos, segundo ele, surpreenderam desde o primeiro ano no kart e cresceram conforme a busca por competitividade. A passagem para categorias maiores exige outro nível de investimento, tornando o apoio financeiro uma questão central para continuar na Europa e tentar viver profissionalmente do esporte.

Na avaliação do piloto, o automobilismo oferece às marcas a possibilidade de construir uma presença que permanece na memória do público. Ao citar a Fórmula 1, lembrou que determinados patrocinadores se tornam associados a equipes e temporadas. Essa é uma das razões pelas quais procura mostrar sua trajetória para além dos resultados: o livro apresenta experiências, vínculos e dificuldades que ajudam a compreender o caminho até uma oportunidade de competir.

Victor também falou sobre a intensidade emocional das corridas. “Automobilismo é combinação de adrenalina e decepção”, resumiu. Ele explicou que estar entre os mais rápidos nos treinos ou na classificação não garante um bom resultado na prova. Um erro pode comprometer o trabalho do fim de semana, exigindo capacidade de reação e disposição para recomeçar. Na adolescência, esse convívio com expectativas e frustrações também participa da formação pessoal.

Ao deixar uma mensagem aos leitores, Victor defendeu que começar cedo, ter investimento ou carregar um sobrenome conhecido não são os únicos fatores envolvidos na construção de uma carreira. “Também importa ter muita dedicação, vontade e ser obcecado pelo que você faz”, afirmou. Sua orientação é procurar melhorias depois de vitórias e derrotas, reconhecendo que sempre há algo a aprender. É esse percurso ainda em construção que “O Menino das Tempestades” apresenta: a história de um jovem que busca espaço nas pistas e reúne, no caminho, experiências que ultrapassam o esporte.

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