Davi pode ser reeleito presidente do Senado com apoio do Planalto

Davi pode ser reeleito presidente do Senado com apoio do Planalto
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 27 de outubro de 2026 7

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pode ser reeleito para comandar a Casa no biênio 2027–2028 e articula uma aliança que reúne governistas, partidos de centro e possíveis adesões na oposição. O movimento ganhou força com a sinalização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o PT apoiará sua permanência no cargo na eleição de 1º de fevereiro.

O aceno do Planalto ocorreu durante encontro de Lula com Davi e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no Palácio da Alvorada, na segunda-feira (26/10). A aproximação integra as negociações para assegurar sustentação ao governo no Congresso a partir de 2027.

Nesse cenário, o senador Eduardo Gomes (PL-TO), vice-presidente do Senado e aliado de Davi, aparece como um interlocutor importante nas conversas com integrantes do PL. Sua proximidade com Alcolumbre abre um canal de diálogo dentro da legenda, cuja direção trabalha para lançar uma candidatura própria ao comando da Casa.

A relação entre os dois também se reflete nas negociações por espaços no Congresso. Entre as possibilidades discutidas por aliados está a indicação de Eduardo Gomes para relatar o Orçamento de 2027. A escolha, ainda não formalizada, seria um gesto de aproximação com setores do PL e poderia ajudar Davi a ampliar sua base de apoio.

Embora o PL tenha conquistado a maior bancada do Senado, o partido precisará de aliados para eleger o presidente. Davi busca aproveitar esse cenário para reunir parlamentares de diferentes siglas, inclusive aqueles que preferem manter interlocução com o atual comando da Casa.

A disputa também envolve Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS), que demonstram interesse na presidência. Marinho busca transformar o crescimento de seu partido em força para conquistar o cargo, enquanto Tereza Cristina tenta se apresentar como alternativa e mantém diálogo com Davi.

O apoio do Planalto e a interlocução com nomes como Eduardo Gomes fortalecem a possibilidade de reeleição de Alcolumbre. O resultado, porém, dependerá da consolidação dos acordos e da votação secreta dos senadores. Até fevereiro, as negociações devem envolver a composição da Mesa Diretora, o comando das comissões e os compromissos sobre a condução dos trabalhos legislativos.

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