Palmas está entre as 10 capitais com melhor qualidade de vida do país, de acordo com Índice de Progresso Social 2024

Palmas está entre as 10 capitais com melhor qualidade de vida do país, de acordo com Índice de Progresso Social 2024
Levantamento inédito aplicou o Índice de Progresso Social (IPS) em todas as cidades do Brasil
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 4 de julho de 2024 3

O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2024, divulgado nesta quarta-feira (3), revelou o desempenho das capitais brasileiras em termos de qualidade de vida. O estudo, que avalia aspectos como saúde, moradia e educação, mostrou que Palmas, a capital do Tocantins, ocupa a 9ª posição no ranking, com um IPS de 68,07.

Palmas se destaca como a 9ª melhor capital em termos de qualidade de vida, evidenciando um progresso significativo na região Norte do Brasil. A avaliação positiva da cidade reflete seu desempenho em áreas essenciais para o bem-estar dos seus habitantes.

Brasília e Goiânia no topo do ranking

Entre as capitais, as melhores notas foram para cidades planejadas, explicam especialistas. Assim, Brasília (DF) foi a vencedora, seguida por Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC) e Curitiba (PR). Brasília lidera o ranking com um IPS de 71,25, seguida por Goiânia, com 70,49. Essas cidades demonstram alta eficiência em serviços e acessibilidade a direitos fundamentais.

Brasília, no primeiro lugar, é reconhecida pela sua superioridade em campos como saúde, acesso à informação e sustentabilidade ambiental, além disso, tem rede de serviços e ótima infraestrutura e a renda per capita diferenciada. Já Goiânia, mesmo com alguns problemas, tem boa organização e é bem planejada.

Metodologia

O IPS Brasil avalia a qualidade de vida nas capitais brasileiras, considerando indicadores como acesso à nutrição, qualidade do meio ambiente e segurança pessoal.

O estudo também expõe contrastes significativos entre as regiões do Brasil. Enquanto o Sudeste apresenta cidades com pontuações elevadas, a Amazônia Legal possui municípios com indicadores críticos, ressaltando a necessidade de atenção às disparidades regionais.

Utilizando a metodologia do Social Progress Imperative, que desde 2014 avalia o progresso social com base em 57 indicadores, os dados coletados por instituições globais, oferecem uma visão abrangente sobre o desenvolvimento social das cidades brasileiras.

Crimes ambientais e precariedade social na Amazônia

As cidades com piores resultados do Brasil ilustram situações emblemáticas na Amazônia. Anapu (PA), por exemplo, o 11º pior, é a cidade da tragédia da Irmã Dorothy, em uma região de muito desmatamento. Jacareacanga (PA) sofre com o intenso garimpo e Trairão (PA) com a extração ilegal de madeira.

A Amazônia enfrenta problemas sociais críticos devido à sua vasta extensão e logística desafiadora, o que dificulta a provisão de serviços no interior com o orçamento disponível. Além disso, a região sofre com atividades ilegais e uma economia predatória que gera benefícios concentrados e impede a chegada de investimentos, perpetuando a pobreza. A situação de segurança pública também se agravou, com a presença crescente do crime organizado nos últimos 15 anos.

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