Secretarias do Governo do Tocantins são alvo de operação da Polícia Civil

Secretarias do Governo do Tocantins são alvo de operação da Polícia Civil
Secretarias do governo do Tocantins são alvos de operação da Polícia Civil. — Foto: TV Anhanguera/ Ana Paula Rehbein
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 17 de outubro de 2024 16

A Polícia Civil realizou, nesta quinta-feira (17), uma operação de busca e apreensão em diversas secretarias do governo estadual do Tocantins, como parte de uma investigação que apura crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e envolvimento em organização criminosa. A ação contou com o apoio da Polícia Civil de Goiás e foi realizada em Palmas, Paraíso, Aparecida do Rio Negro e Goiânia (GO).

As secretarias de Cultura, Turismo, Esporte e Juventude estão entre os alvos da operação, que também se estende a empresas e institutos responsáveis pela organização de eventos de interesse público. Segundo a investigação, há suspeitas de que esses eventos estavam sendo utilizados como uma fachada para o desvio de recursos públicos, com várias inconsistências identificadas.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a apuração revelou vínculos financeiros entre os envolvidos, indicando um esquema de desvio de recursos e lavagem de dinheiro através de entidades sem fins lucrativos. A Secretaria Estadual de Comunicação emitiu uma nota informando que os fatos investigados estão relacionados a contratos firmados entre 2015 e 2019, em administrações anteriores, e que as secretarias estão colaborando com a investigação. Além disso, a nota assegura que as ordens judiciais de suspensão de contratos e pagamentos em vigor serão cumpridas imediatamente.

Os ex-governadores Mauro Carlesse e Marcelo Miranda, que estiveram à frente do governo nesse período, também se manifestaram. A defesa de Carlesse afirmou que ele está tranquilo e espera que a investigação traga à tona informações sobre o uso dos recursos públicos destinados a eventos, de 2011 a 2024, e esclareça quem se beneficiou de maneira indevida. Já Marcelo Miranda declarou que sempre prezou pela transparência e se colocou à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos, afirmando confiar na justiça e na correção da apuração.

A investigação constatou que, entre 2015 e 2018, uma das empresas envolvidas firmou diversos contratos com o governo estadual, recebendo mais de R$ 12 milhões, dos quais cerca de R$ 9,8 milhões foram repasses diretos do governo. Apesar das suspeitas, novos contratos com a mesma empresa continuaram a ser firmados entre 2022 e 2024, totalizando mais de R$ 11 milhões em valores. A decisão judicial ordenou a suspensão imediata dos pagamentos dos contratos em vigor.

O juiz Márcio Soares da Cunha, da 3ª Vara Criminal de Palmas, foi responsável pela autorização dos mandados de busca e apreensão. A operação segue em andamento, com novos desdobramentos previstos nas próximas etapas da investigação.

Nota oficial do Governo do Tocantins

Sobre a operação policial realizada nesta quinta-feira, 17, cabe esclarecer conforme a decisão judicial, se refere a contratos no período de 2015 a 2019, portanto em gestões anteriores.

As secretarias da Cultura, do Turismo e dos Esportes e Juventude estão colaborando com as investigações vão cumprir imediatamente as determinações judiciais de suspensão de contratos e pagamentos que eventualmente estejam em vigor com as empresas envolvidas.

Salientamos que nenhum servidor público ou secretário da atual gestão é alvo da investigação.

Secretarias do governo do Tocantins são alvos de operação da Polícia Civil. — Foto: TV Anhanguera/ Ana Paula Rehbein
Secretarias do governo do Tocantins são alvos de operação da Polícia Civil. — Foto: TV Anhanguera/ Ana Paula Rehbein

 

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