Plantio de algodão começa no Tocantins a partir de 21 de novembro após o vazio sanitário

Plantio de algodão começa no Tocantins a partir de 21 de novembro após o vazio sanitário
No Tocantins, o plantio do algodão inicia no dia 21 de novembro, após o encerramento do vazio sanitário, medida essencial para o controle de pragas.
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 18 de novembro de 2024 4

Com o término do período de vazio sanitário, os cotonicultores do Tocantins estão autorizados a iniciar o plantio do algodão a partir desta quinta-feira, 21 de novembro. A autorização segue até 15 de janeiro para a primeira safra (sequeiro) e de 15 de janeiro a 15 de março para o algodão safrinha, conforme orientações da Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec).

O Programa Estadual de Controle do Bicudo do Algodoeiro exige que os produtores façam o cadastro obrigatório das propriedades até 15 de janeiro para o plantio de sequeiro e até 15 de março para o algodão safrinha. Cleovan Barbosa, responsável técnico pelo programa, reforça que o registro deve ser realizado no escritório da Adapec do município onde a lavoura será cultivada.

Expansão do cultivo no Tocantins

O cultivo de algodão tem registrado crescimento expressivo no estado. Na última safra, a área plantada cresceu 34,2% em comparação com a safra 2022/2023, alcançando 8.823 hectares. Os municípios de maior destaque na produção são Dianópolis, Campos Lindos, Tocantínia e Nova Rosalândia.

O papel do vazio sanitário

O vazio sanitário, que iniciou em 20 de setembro e terminou em 20 de novembro, é uma medida fundamental para o controle fitossanitário. Ele visa prevenir a reprodução do bicudo-do-algodoeiro, principal praga que afeta a cultura. Durante esse período, a Adapec monitorou as áreas de cultivo para evitar a presença de plantas voluntárias ou outros riscos fitossanitários.

Sobre o bicudo-do-algodoeiro

O bicudo-do-algodoeiro é uma praga que pode causar prejuízos de até 70% na produção, se não controlada. O inseto, um besouro de 3 a 7 mm, infesta as lavouras desde o início da emissão de botões florais até a colheita, podendo gerar até seis gerações em um único ciclo.

Notícias relacionadas