Aleto quer anular eleição da Mesa Diretora 2025/2026 e propõe nova regulamentação

Aleto quer anular eleição da Mesa Diretora 2025/2026 e propõe nova regulamentação
Deputados da Assembleia Legislativa do Tocantins propõem nova regulamentação para eleição da Mesa Diretora, alinhada às diretrizes do STF.
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 26 de novembro de 2024 1

O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), deputado Amélio Cayres (Republicanos), junto a outros 16 parlamentares, protocolou nesta terça-feira, 26, um Projeto de Resolução (PR) que propõe nova regulamentação para a eleição da Mesa Diretora da Aleto, válida para o 2º biênio de cada legislatura. O projeto estabelece que as eleições ocorram a partir do dia 1º de novembro do ano anterior ao início do biênio.

Essa iniciativa visa alinhar o processo eleitoral da Assembleia Legislativa do Tocantins ao entendimento já manifestado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em casos semelhantes, como os das Assembleias Legislativas de Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Nova regulamentação na Aleto e nulidade de eleição anterior

O Projeto de Resolução também prevê a nulidade da eleição realizada em 4 de junho de 2024, para o biênio 2025/2026, sob a justificativa de que a votação ocorreu em desconformidade com os parâmetros legais sugeridos pelo STF. A medida reforça a necessidade de garantir que os processos eleitorais respeitem os princípios constitucionais e sigam as diretrizes nacionais para evitar questionamentos jurídicos futuros.

“O objetivo é fazer com que se respeite o decidido pelo STF,” aponta o texto do PR 20/2024.

Busca por segurança jurídica e representatividade

Para o deputado Amélio Cayres, a regulamentação traz segurança jurídica ao processo eleitoral, permitindo maior previsibilidade e conformidade institucional para a próxima gestão da Mesa Diretora.

“Estamos acompanhando os julgamentos do STF sobre eleições em outras assembleias. Não faz sentido abrir brechas para questionamentos jurídicos. Essa regulamentação trará maior transparência e fortalecerá a legitimidade da Mesa Diretora no próximo biênio,” declarou Cayres.

Além de fortalecer a segurança jurídica, o PR oferece aos parlamentares uma nova oportunidade de buscar representatividade política, estabelecendo regras claras para o processo de escolha dos membros que conduzirão os trabalhos legislativos.


Adesão ampla entre os parlamentares

O projeto foi assinado por 17 deputados, incluindo nomes de destaque na Aleto. Além de Amélio Cayres, estão entre os signatários:

  • Cleiton Cardoso (Republicanos)
  • Eduardo Fortes (PSD)
  • Claudia Lelis (PV)
  • Gipão (PL)
  • Eduardo do Dertins (Cidadania)
  • Léo Barbosa (Republicanos)
  • Marcus Marcelo (PL)
  • Nilton Franco (Republicanos)
  • Valdemar Júnior (Republicanos)
  • Vilmar Oliveira (SD)
  • Fabion Gomes (PL)
  • Jorge Frederico (Republicanos)
  • Moisemar Marinho (PSB)
  • Olyntho Neto (Republicanos)
  • Professora Janad Valcari (PL)
  • Ivory de Lira (PCdoB)

Esse apoio amplo reflete o entendimento de que a mudança é necessária para garantir a legalidade e a funcionalidade dos trabalhos legislativos.


Entendimento do STF e impacto no Tocantins

A nova regulamentação se baseia em decisões recentes do STF que determinaram a invalidação de processos eleitorais realizados em desconformidade com o rito legal, como nos casos das Assembleias Legislativas de Pernambuco e Rio Grande do Norte. Em ambos os casos, o Supremo reforçou que a eleição antecipada para cargos da Mesa Diretora deve respeitar critérios específicos de legalidade e transparência.

Seguindo esse precedente, a Aleto busca se alinhar ao entendimento jurídico predominante, reduzindo a possibilidade de questionamentos futuros e fortalecendo a governança institucional.


Próximos passos

Com o protocolo do PR 20/2024, a matéria será avaliada pelos parlamentares e poderá ser votada nas próximas sessões legislativas. A expectativa é que a regulamentação seja aprovada ainda este ano, a tempo de estruturar o processo eleitoral da Mesa Diretora para o biênio 2025/2026, que agora deverá ocorrer em conformidade com a nova regra.

“Essa iniciativa demonstra o compromisso da Aleto com a transparência e o respeito às normas constitucionais. É um passo importante para consolidar a credibilidade da Assembleia junto à população,” concluiu Cayres.

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