MPTO instaura procedimento para apurar impactos do desabamento da ponte Juscelino Kubitschek

MPTO instaura procedimento para apurar impactos do desabamento da ponte Juscelino Kubitschek
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 24 de dezembro de 2024 1

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou, nesta segunda-feira (23), um procedimento administrativo para investigar os impactos e acompanhar as consequências do desabamento da ponte Juscelino Kubitschek, que conecta as cidades de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA). A tragédia, ocorrida no domingo (22), resultou no colapso da estrutura e na queda de veículos, incluindo caminhões carregados com substâncias químicas perigosas, como ácido sulfúrico e defensivos agrícolas, no rio Tocantins, colocando em risco a saúde pública e o meio ambiente.

O procedimento foi formalizado por portaria assinada pelo promotor de Justiça Elizon de Sousa Medrado, da Promotoria de Plantão da 8ª Regional, e tem como objetivo acompanhar as medidas emergenciais e garantir a proteção das comunidades afetadas. Entre as ações prioritárias estão o monitoramento da qualidade da água do rio Tocantins, a mitigação de possíveis contaminações e a avaliação de danos ambientais, econômicos e sociais.

Riscos e impactos identificados

De acordo com o MPTO, o desabamento representa um risco alarmante para a saúde das comunidades ribeirinhas e para o equilíbrio ecológico da região. A queda dos caminhões com cargas químicas no rio intensificou as preocupações sobre a contaminação da água e os efeitos potencialmente devastadores para a fauna e flora locais.

Além disso, o acidente causou transtornos logísticos significativos, com o aumento do tráfego em rotas alternativas, como a Ponte Dom Afonso Felipe Gregory, em Imperatriz (MA). O MPTO alertou para a necessidade de soluções imediatas para garantir a segurança e a fluidez no trânsito, além de minimizar os impactos econômicos sobre a região.

Medidas imediatas

O MPTO já notificou diversos órgãos para que apresentem informações detalhadas e tomem providências urgentes. Entre os órgãos oficiados estão o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), IBAMA, secretarias estaduais de meio ambiente, defesa civil e os corpos de bombeiros do Tocantins e Maranhão. As principais exigências incluem:

  • Relatórios sobre as cargas químicas transportadas pelos veículos envolvidos.
  • Laudos técnicos sobre a qualidade da água do rio Tocantins e planos de descontaminação.
  • Medidas para proteger as comunidades ribeirinhas de possíveis intoxicações ou contaminações.
  • Estratégias para segurança e fluidez no tráfego das rotas alternativas.

Prazos e fiscalização

O MPTO estabeleceu um prazo de cinco dias corridos para que os órgãos apresentem diagnósticos preliminares e planos de ação. A fiscalização das ações será rigorosa, e o Ministério Público acompanhará de perto as medidas adotadas pelas autoridades competentes.

“O desabamento da ponte JK é uma tragédia de proporções alarmantes. A proteção da população e do meio ambiente é nossa prioridade, e cobraremos respostas rápidas e eficazes de todos os envolvidos”, afirmou o promotor Elizon de Sousa Medrado.

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