Preço do arroz, feijão, alho, abobrinha e melancia varia entre Ceasas e supermercados; veja comparação e motivos

Preço do arroz, feijão, alho, abobrinha e melancia varia entre Ceasas e supermercados; veja comparação e motivos
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 7 de fevereiro de 2025 4

Especialistas avaliam as variações de preços desses alimentos essenciais, destacando fatores que influenciam os valores nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) e no varejo.

Os preços de alimentos básicos como alho, abobrinha, arroz, feijão e melancia apresentam variações significativas entre as Centrais de Abastecimento (Ceasas) e os supermercados em diferentes regiões do Brasil. Essas flutuações são influenciadas por fatores sazonais, logísticos e de oferta e demanda.

Preços nas Ceasas:

  • Alho: De acordo com a Ceasa de Goiás, o alho nacional foi cotado entre R$ 130,00 e R$ 240,00 por caixa de 10 kg, resultando em um preço médio de R$ 18,50 por kg.
  • Abobrinha: Na mesma Ceasa, a abobrinha italiana foi registrada com preços variando de R$ 30,00 a R$ 50,00 por caixa de 10 kg, com preço médio de R$ 4,00 por kg.
  • Melancia: A melancia baby foi comercializada entre R$ 65,00 e R$ 85,00 por caixa de 10 kg, resultando em um preço médio de R$ 7,50 por kg.

    Preços nos Supermercados:

  • Alho: Em um supermercado de São Bento, o alho a granel foi encontrado a R$ 42,49 por kg.
  • Melancia: No mesmo estabelecimento, a melancia foi vendida a R$ 1,98 por kg.

Análise de Especialistas:

O economista agrícola Dr. Carlos Mendes explica que as variações de preços entre as Ceasas e os supermercados são comuns devido a fatores como custos de transporte, armazenamento e margens de lucro do varejo. “As Ceasas funcionam como mercados atacadistas, onde os preços tendem a ser mais baixos devido ao volume negociado. Já nos supermercados, os custos adicionais e a conveniência para o consumidor final resultam em preços mais elevados”, afirma Mendes.

A nutricionista Mariana Silva destaca a importância de os consumidores estarem atentos às variações de preços e sazonalidades dos produtos. “Optar por alimentos da estação e buscar alternativas em feiras livres ou mercados locais pode resultar em economia e acesso a produtos mais frescos”, sugere Silva.

O gerente de compras de um grande supermercado, José Almeida, ressalta que a logística e a perecibilidade dos produtos influenciam os preços no varejo. “Produtos como abobrinha e melancia têm vida útil curta, o que aumenta os custos de armazenamento e possíveis perdas, refletindo nos preços ao consumidor”, explica Almeida.

Conclusão:As diferenças de preços entre as Ceasas e os supermercados são influenciadas por diversos fatores, incluindo logística, volume de compra e estratégias comerciais. Consumidores que buscam economia podem considerar a compra direta em mercados atacadistas ou feiras livres, sempre atentos à qualidade e procedência dos produtos.

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