Carlos Gaguim apoia CPI para investigar fraudes em descontos de aposentados do INSS

Carlos Gaguim apoia CPI para investigar fraudes em descontos de aposentados do INSS
Deputado federal Carlos Gaguim (União Brasil) durante sessão na Câmara: emenda de R$ 10 milhões para infraestrutura no Jalapão — Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 3 de junho de 2025 2

Deputado do União Brasil defende responsabilização de bancos, associações e empresas por desvios bilionários em benefícios da Previdência Social

O deputado federal Carlos Gaguim (União Brasil-TO) manifestou apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar irregularidades em descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O parlamentar afirma que os beneficiários da Previdência Social estão sendo lesados de forma sistemática e cobra transparência nas investigações.

“Essas pessoas trabalharam uma vida inteira e agora têm o direito a uma aposentadoria digna. Vamos lutar com firmeza para investigar e responsabilizar quem estiver lesando nossos aposentados”, declarou Gaguim.

A proposta da CPI já conta com apoio de diversos parlamentares, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a deputada Coronel Fernanda (PL-MT), e aguarda leitura em sessão do Congresso Nacional para ser instalada.

Fraudes envolveram associações, bancos e sindicatos

 

As denúncias indicam que milhões de aposentados e pensionistas sofreram descontos não autorizados diretamente em seus benefícios. Em muitos casos, os valores estavam vinculados a empréstimos consignados nunca contratados ou a cobranças de mensalidades associativas feitas por entidades sem autorização formal dos beneficiários.

Segundo a “Operação Sem Desconto”, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), o esquema funcionava por meio da inserção indevida de autorizações falsas no sistema do INSS. Com isso, bancos, financeiras e supostas associações conseguiam debitar valores de forma automática, sem notificação prévia ou contrato assinado.

De acordo com o Ministério da Fazenda, entre 2019 e 2024, o prejuízo pode ter ultrapassado R$ 6,3 bilhões. Estima-se que entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões devam ser devolvidos aos prejudicados. Mais de 2 milhões de pessoas já solicitaram ressarcimento por meio dos canais do INSS.

Gaguim: “É papel do Parlamento proteger os mais vulneráveis”

Carlos Gaguim defendeu uma apuração rigorosa sobre o papel das instituições financeiras e empresas envolvidas nas fraudes, além de mudanças legislativas que impeçam a repetição do esquema.

“É um absurdo que idosos estejam perdendo parte de sua renda sem saber o motivo. É papel do Parlamento proteger os mais vulneráveis e garantir que situações como essa jamais voltem a ocorrer”, afirmou o parlamentar.

Entre as propostas em análise no Congresso está a exigência de validação biométrica para autorizar descontos em folha de pagamento. Também há projetos que pretendem proibir, temporariamente, cobranças de mensalidades associativas vinculadas ao INSS.

A expectativa é que a CPI tenha capacidade de identificar responsabilidades, restaurar os direitos dos beneficiários e propor soluções efetivas para evitar novos abusos.

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