Suécia: paisagens de sonho, cultura vibrante e o coração criativo do Norte da Europa

Suécia: paisagens de sonho, cultura vibrante e o coração criativo do Norte da Europa
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 26 de junho de 2025 3

Com suas florestas milenares, lagos cristalinos e cidades que parecem saídas de contos de fadas, a Suécia é mais que um destino turístico: é uma experiência sensorial e emocional. Da dança das luzes da aurora boreal nas noites silenciosas da Lapônia às batidas pop que ecoam de Estocolmo para o mundo, o país escandinavo mescla natureza bruta, elegância urbana e uma sociedade moldada por valores de bem-estar, igualdade e vanguarda criativa.

Neste especial, o Diário Tocantinense traça um panorama profundo da Suécia como território de beleza natural, potência cultural e possível lar para brasileiros que sonham em viver na Europa.

Uma geografia moldada pelo gelo e pela água

A paisagem sueca é um legado direto da última era glacial. A vastidão do país — quase o dobro do território da Itália — é pontuada por mais de 100 mil lagos, florestas boreais intocadas e arquipélagos com milhares de ilhas. Ao norte, a Lapônia Sueca é lar de renas, auroras boreais e povos indígenas Sámi, que há séculos mantêm uma relação espiritual com o território.

Ao sul, as planícies férteis da região de Skåne contrastam com falésias à beira-mar, trilhas costeiras e vilarejos pintados de vermelho falun — a tinta natural típica da arquitetura escandinava.

Estocolmo, a capital construída sobre 14 ilhas, é frequentemente chamada de “Veneza do Norte” — uma cidade onde a água e a luz parecem dialogar em cada esquina.

Cidades que respiram design, inovação e história

A Suécia combina, com equilíbrio raro, tradição e modernidade. Em Estocolmo, palácios reais convivem com hubs de startups e cafés minimalistas. A cidade abriga o Vasa Museet, que preserva um navio de guerra do século XVII resgatado do fundo do mar, e o Fotografiska, museu contemporâneo que revela como a imagem molda nossa era.

Em Gotemburgo, no litoral oeste, os visitantes encontram um centro portuário acolhedor, parques exuberantes e um dos maiores festivais de cinema do norte europeu. Já em Malmö, no sul, a conexão com a Dinamarca pela ponte de Øresund reflete o espírito transnacional da Escandinávia.

Mesmo vilarejos menores — como Visby, patrimônio da UNESCO com muralhas medievais intactas — são repletos de história e cuidado estético. A cultura urbana é planejada para funcionar: ciclovias, transporte público pontual, bibliotecas abertas e cafés onde se cultiva o ritual sueco do fika — uma pausa para café e diálogo.

Terra de artistas que falam com o mundo

Apesar da população modesta — pouco mais de 10 milhões de habitantes —, a Suécia é um dos maiores exportadores de música pop do planeta. Do ABBA a Avicii, de Robyn a Lykke Li, os estúdios suecos influenciam artistas globais há décadas.

Destaque da nova geração, a cantora Zara Larsson, nascida em Estocolmo, conquistou o mundo com hits como Lush Life e Symphony. Mais recentemente, brilhou também nas telas como protagonista do filme A Part of You, da Netflix.

Já o ator Edvin Ryding, revelado na série Young Royals, tornou-se um dos rostos mais reconhecíveis da nova dramaturgia europeia. A produção da Netflix o catapultou ao estrelato e fez dele um símbolo de uma juventude sueca conectada, diversa e expressiva. Edvin também integra o elenco da superprodução 28 Years Later, prevista para 2025.

Turismo de experiências: do sol da meia-noite ao gelo eterno

Na Lapônia Sueca, o visitante experimenta a dimensão do silêncio. De dezembro a março, a escuridão polar oferece o espetáculo das auroras boreais. No verão, o sol da meia-noite transforma as montanhas e lagos em paisagens surreais onde o tempo parece suspenso.

Atividades incluem expedições em trenós puxados por huskies, pesca no gelo, hospedagem no famoso Icehotel — construído anualmente com blocos de gelo do rio Torne — e convivência com comunidades Sámi.

No verão, o destino mais procurado são os arquipélagos do Báltico, com águas calmas, saunas à beira do mar e longas trilhas para caminhadas, de onde se vê o céu em tons pastel por horas.

Custo de vida e possibilidades de migração

A Suécia é um dos países com maior qualidade de vida do mundo, com destaque para segurança, educação pública universal e infraestrutura sustentável. O índice de desenvolvimento humano (IDH) é um dos mais altos da Europa.

Para quem pensa em morar no país:

  • Um apartamento de 1 quarto em Estocolmo custa entre 10 mil e 15 mil coroas suecas por mês (entre R$ 4.800 e R$ 7.200).

  • Alimentação, transporte e lazer para uma pessoa giram em torno de R$ 5 mil mensais.

  • Brasileiros podem entrar como turistas por até 90 dias sem visto. Para estudar, trabalhar ou residir legalmente, é necessário solicitar visto ou permissão de residência específica.

  • A fluência em inglês é ampla, mas o domínio do sueco é fundamental para quem busca longo prazo e integração real com a sociedade.

Como chegar: voos e melhor época

Em simulação recente, voos de ida e volta de São Paulo ou Rio de Janeiro para Estocolmo custam entre US$ 950 e US$ 1.300, dependendo da época. As melhores tarifas aparecem nos meses de março, abril, setembro e outubro, fora da alta temporada.

A primavera (abril a junho) é ideal para paisagens floridas e temperaturas amenas. O outono (setembro a outubro) revela florestas em tons dourados. Já o inverno (dezembro a fevereiro) é perfeito para quem busca neve, esportes de inverno e experiências árticas.

A Suécia é um país que convida à contemplação e à ação. Cada paisagem parece carregada de simbolismo, cada cidade pulsa com ideias que moldam o mundo. Seja para quem busca turismo sustentável, novas culturas ou uma vida mais conectada com a natureza e o futuro, a terra de Zara Larsson e Edvin Ryding é um destino de potência silenciosa — onde a beleza não grita, mas permanece.

Um lugar para ir, viver, e, talvez, nunca mais esquecer.

Notícias relacionadas