Brasil registra 1 acidente aéreo a cada 2 dias; Tocantins ainda lembra queda com jogadores

Brasil registra 1 acidente aéreo a cada 2 dias; Tocantins ainda lembra queda com jogadores
Crédito: Divulgação
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 8 de julho de 2025 3

Brasil registra mais de 50 acidentes aéreos apenas até abril de 2025, segundo o CENIPA. Tocantins relembra a tragédia com o time do Palmas. Especialistas apontam falhas humanas e mecânicas como principais causas.

Ricardo Fernandes | Diário Tocantinense – O Brasil já registrou mais de 50 acidentes aéreos apenas até abril de 2025, segundo dados do Painel Sipaer, do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). Isso representa uma média alarmante de 0,52 acidentes por dia, ou um acidente a cada 46 horas e 30 minutos.

Na última década (2015–2024), o país teve em média 151 acidentes por ano, número que subiu para 175 somente em 2024, acendendo o alerta entre autoridades da aviação.


Tocantins: tragédia ainda viva na memória

Mesmo sem registros anuais frequentes, o Tocantins foi palco de uma das maiores tragédias da aviação nacional. Em 24 de janeiro de 2021, um avião Beechcraft Baron caiu em Porto Nacional, vitimando seis pessoas, incluindo o presidente do Palmas Futebol e Regatas, Lucas Meira, e quatro jogadores do clube. A queda teve repercussão nacional e internacional.

Desde então, o estado não registrou novos acidentes de grande porte, mas o episódio reforça a necessidade de ações preventivas constantes.


⚠️ Principais causas, segundo o CENIPA:

  • Erro humano

  • Problemas mecânicos

  • Condições climáticas adversas

  • Desrespeito a protocolos de segurança


✈️ Números que preocupam

Período Número de Acidentes Média estimada
2025 (até abril) 51 0,52 por dia
2024 (completo) 175 1 acidente a cada 2 dias
Média 2015–2024 151 por ano 1 a cada 2,4 dias

Transparência e dados oficiais

O Painel Sipaer registra apenas ocorrências oficialmente concluídas, o que pode gerar defasagem nos dados mais recentes. Diversos casos ainda estão sob investigação em 2025.


Conclusão

Os dados reforçam a urgência por investimentos em segurança aérea, capacitação de profissionais e fiscalização técnica, especialmente em regiões com menor estrutura como o Tocantins. A memória da tragédia em Porto Nacional continua como símbolo da importância da prevenção e responsabilidade nos céus do Brasil.


Painel SIPAER – CENIPA

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