Síndica alerta: condomínios que incorporam práticas ESG se destacam pela valorização e eficiência na gestão
Segundo a síndica Juliana Moreira, adesão às diretrizes ambientais, sociais e de governança impacta diretamente na competitividade e sustentabilidade dos empreendimentos
A incorporação de práticas de ESG (Ambiental, Social e Governança) no setor condominial não é mais opcional para os empreendimentos que desejam permanecer relevantes no mercado imobiliário. A avaliação é da síndica Juliana Moreira, que atua à frente de condomínios de médio e grande porte e observa um avanço real nas demandas por sustentabilidade, inclusão e transparência na administração predial.
“A adoção de práticas ESG impacta diretamente na valorização patrimonial, na redução de custos operacionais e na qualidade de vida dos moradores”, afirma Juliana. Segundo ela, o síndico do futuro precisará ter um perfil multidisciplinar, com capacidade para implementar soluções estruturais e, ao mesmo tempo, fomentar uma cultura de corresponsabilidade entre condôminos, corpo diretivo e prestadores de serviço.
O que muda na prática
Do ponto de vista ambiental, medidas como instalação de painéis solares, reaproveitamento de água, substituição por iluminação LED, gerenciamento de resíduos recicláveis e implantação de pontos de recarga para carros elétricos já fazem parte da rotina de condomínios que buscam eficiência energética e redução de impacto ambiental.
No eixo social, ações voltadas à acessibilidade, treinamento de colaboradores, combate à violência doméstica e promoção da diversidade reforçam a responsabilidade do condomínio como espaço de convivência cidadã. “Hoje, o condomínio é um microcosmo da sociedade. A forma como ele lida com as diferenças e garante segurança e dignidade para todos os moradores precisa ser revista com esse olhar”, pontua Juliana.
Já no aspecto de governança, a prestação de contas digital, a comunicação clara com os condôminos, a padronização de processos administrativos e a implantação de canais formais para participação e denúncias são medidas que aumentam a transparência e fortalecem a confiança na gestão.
A adoção dessas medidas não é apenas simbólica: traz retornos tangíveis. Relatórios do mercado imobiliário e entidades de administração condominial apontam que empreendimentos que investem em práticas ESG tendem a apresentar menor inadimplência, maior participação dos moradores nas decisões e valorização patrimonial superior à média do mercado. Além disso, o acesso a linhas de crédito específicas para sustentabilidade e o ganho reputacional tornam esses empreendimentos mais atrativos tanto para investidores quanto para novos moradores.
Juliana reforça que o ESG, quando bem implementado, gera ganhos em diversas frentes. “Não se trata de aplicar modismos. É uma gestão baseada em dados, com foco em eficiência, qualidade e responsabilidade coletiva.”
A urgência da profissionalização
O avanço da agenda ESG nos condomínios também expõe a necessidade de uma gestão mais técnica e profissionalizada. Para a síndica, a formação contínua do gestor é indispensável. “O síndico precisa conhecer as leis, entender de orçamento, liderar pessoas e, cada vez mais, estar atento a temas globais como mudanças climáticas, inclusão e governança digital.”
A tendência, segundo ela, é que os moradores também passem a exigir esse perfil nos próximos anos, pressionando por resultados e transparência. “A figura do síndico improvisado tende a desaparecer. O condomínio é uma estrutura complexa, com obrigações jurídicas, fiscais, ambientais e sociais. A gestão precisa acompanhar essa complexidade.”
5 ações práticas e simples para aplicar ESG no condomínio
1. Instalar coleta seletiva eficiente
Criar áreas de descarte separadas para recicláveis, orgânicos, eletrônicos, óleo de cozinha e pilhas.
2. Capacitar funcionários e promover inclusão
Realizar treinamentos sobre atendimento humanizado, inclusão de pessoas com deficiência e diversidade.
3. Modernizar a iluminação e reduzir consumo de energia
Substituir lâmpadas comuns por LED com sensores de presença nas áreas comuns.
4. Digitalizar assembleias e prestações de contas
Oferecer plataformas online para votações, comunicados e visualização de balancetes.
5. Criar comissões temáticas e canais de escuta
Incentivar a formação de grupos de moradores para debater temas de sustentabilidade, segurança e convivência.
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