Câmera registra chuva de meteoros CAP e SDA; dia 1º terá espetáculo do “X” e “V” lunar
Câmeras do Observatório Astrocan, da cidade de Nhandeara (SP), registraram na madrugada desta quarta-feira (31) a passagem de meteoros das chuvas Alpha Capricornídeos (CAP) e Delta Aquarídeos do Sul (SDA). O fenômeno encantou observadores e reforçou a importância da divulgação científica regional. Para o dia 1º de agosto, está prevista uma observação rara de duas formações lunares conhecidas como “X Lunar” e “V Lunar”, visíveis com o auxílio de telescópios ou binóculos cerca de 1 hora após o pôr do sol.
Ricardo Fernandes I Diário Tocantinense- Na madrugada desta quarta-feira (31), o céu brasileiro foi palco de um espetáculo discreto, mas fascinante: as chuvas de meteoros Alpha Capricornídeos (CAP) e Delta Aquarídeos do Sul (SDA). O fenômeno foi registrado pela estação do Observatório Astrocan, localizada em Nhandeara (SP), coordenada pela esposa do astrônomo Renato Poltronieri, com apoio da BRAMON (Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros). As imagens revelam rastros luminosos cortando a atmosfera, encantando observadores e reforçando o papel da ciência cidadã na divulgação astronômica.
Resultado da câmera
As chuvas CAP e SDA são conhecidas pela baixa taxa de meteoros — cerca de 5 a 10 por hora —, mas com traços longos, brilhantes e visualmente impressionantes. O registro da madrugada foi favorecido pela ausência de interferência da Lua e por céus limpos, permitindo capturas detalhadas pelas câmeras da estação Astrocan.
Segundo Renato Poltronieri, que atua também como divulgador científico, a estação é equipada com sensores noturnos que monitoram em tempo real a atividade no céu. “Esses registros mostram como é possível democratizar a ciência e levar a beleza do universo para todos”, afirma.
Céu de agosto: prepare-se para o “X” e o “V” lunar
Na noite do dia 1º de agosto, o céu trará um novo espetáculo, desta vez na superfície da Lua. Serão visíveis, com auxílio de binóculo ou telescópio, duas formações de luz e sombra conhecidas como “X Lunar” (Werner X) e “V Lunar”, fenômenos causados pelo ângulo do Sol ao incidir nas bordas das crateras lunares.
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Horário ideal: cerca de 1 hora após o ocaso do Sol.
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“V Lunar” surge entre as crateras Ukert M e Ukert N.
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“X Lunar” aparece entre La Caille, Blanchinus e Purbach.
Esses efeitos visuais duram poucos minutos e exigem atenção ao horário para observação ideal. São considerados momentos únicos para astrônomos amadores e entusiastas da observação lunar.
Conclusão:
A sequência de fenômenos — das chuvas de meteoros ao espetáculo lunar — destaca o quanto o céu noturno continua sendo um verdadeiro palco de descobertas e contemplação. O trabalho de observatórios como o Astrocan, em parceria com redes como a BRAMON, tem sido essencial para aproximar a ciência das pessoas e manter viva a curiosidade sobre o universo.
“A natureza nos presenteia com belos espetáculos. Basta olhar para cima e se permitir admirar.”
— Renato Poltronieri, astrônomo e divulgador científico