Escândalo no Futebol Tocantinense 2025: STJD investiga omissão de súmula e atuação irregular do União
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, investiga um caso que coloca em xeque a lisura do Campeonato Tocantinense 2025. A denúncia envolve a omissão de uma súmula que comprovaria a escalação irregular de um jogador do União Atlético Clube, que havia acumulado três cartões amarelos — situação que, pelo regulamento, deveria resultar em suspensão automática, conforme o artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
O atleta em questão, o zagueiro Sheik, recebeu advertências em três partidas distintas. Porém, na súmula da 5ª rodada, o cartão foi anotado no campo “advertências” e não no campo de penalidades, o que permitiu sua utilização nos jogos seguintes com anuência da Federação Tocantinense de Futebol (FTF)
A denúncia foi rejeitada inicialmente pela 1ª Comissão do Tribunal de Justiça Desportiva do Tocantins (TJD/TO), mas clubes como Batalhão, Gurupi e Araguaína recorreram ao pleno da corte. O caso acabou chegando ao STJD, onde foi identificado que a súmula que confirmaria o terceiro cartão não havia sido enviada pela FTF ao processo (detalhes aqui).
Durante a sessão, o advogado da acusação questionou a ausência do documento, levando o auditor Luiz Felipe Bulus a pedir vistas do processo para permitir a apresentação da súmula omitida. Especialistas lembram que a omissão deliberada de documento para influenciar julgamento pode configurar falsidade ideológica e fraude processual, previstas no CBJD, além de eventuais crimes como prevaricação ou improbidade administrativa.
O episódio ganha contornos mais polêmicos cada vez mais . Já o presidente da federação, Leomar Quintanilha, está no cargo há mais de 30 anos, não reside no Tocantins e recebe salário elevado — situação que intensifica críticas sobre transparência e gestão.
O caso não apenas afeta a credibilidade do Tocantinense 2025, mas também reacende o debate sobre governança no futebol regional. O STJD ainda não deu decisão final, e o Ministério Público pode ser acionado para garantir o cumprimento das regras e a integridade da competição. O espaço segue aberto para manifestação de todos os citados.
O Diário Tocantinense abre espaço para os envolvidos comentarem o assunto.