Mercado do boi gordo no Tocantins reage e registra alta puxada por menor oferta

Mercado do boi gordo no Tocantins reage e registra alta puxada por menor oferta
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 14 de agosto de 2025 2

O mercado do boi gordo no Tocantins encerrou a última semana com avanço nas cotações, impulsionado pela redução na oferta de animais prontos para o abate, especialmente na região Norte. Os dados são da Scot Consultoria, que monitora diariamente os preços e tendências do setor pecuário no país.

Na terça-feira (13), o preço da vaca subiu R$ 3 por arroba (R$ 255/@) e o da novilha avançou R$ 2 (R$ 257/@). O boi gordo manteve estabilidade, negociado a R$ 287/@. No acumulado semanal, as altas foram mais expressivas: R$ 7 para o boi gordo, R$ 5 para a vaca e R$ 2 para a novilha.

Diferença entre regiões

No Norte, além das altas diárias, o chamado “boi China” — categoria destinada à exportação para o mercado chinês — está cotado a R$ 290/@, com ágio de R$ 3 sobre o mercado interno.

No Sul do estado, os preços ficaram estáveis tanto no dia quanto na semana: boi gordo a R$ 280/@, vaca a R$ 260/@ e novilha a R$ 263/@. Para o “boi China”, o ágio chega a R$ 10/@.

A média das escalas de abate é de cinco dias úteis nas duas regiões.

Contexto nacional

O movimento local segue a tendência registrada em outros estados, onde a menor oferta e a firme demanda externa têm sustentado o mercado. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que, em julho, o Brasil exportou 195 mil toneladas de carne bovina in natura, alta de 8% em relação ao mesmo período do ano passado, mantendo o país como líder global no segmento.

Perspectivas

Analistas avaliam que o cenário deve seguir firme no curto prazo, com sustentação vinda das exportações e expectativa de consumo interno moderado. Para os pecuaristas, a alta melhora a margem de comercialização, mas os custos de reposição e de insumos continuam como desafio.

O que é o “boi China”

O termo se refere ao gado abatido com até 30 meses de idade e que atende às exigências sanitárias e de rastreabilidade impostas pela China para importação de carne bovina. Esse mercado é considerado estratégico para o Brasil, já que o país asiático responde por cerca de 50% das exportações brasileiras de carne bovina. Por atender a um nicho premium, o “boi China” costuma ter preço superior ao do mercado interno, gerando ágio que, no Tocantins, chega a R$ 10/@ na região Sul.

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