INMET prevê chuvas fortes no norte e baixa umidade em Palmas; Defesa Civil alerta para riscos respiratórios
Palmas — O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu nesta segunda-feira (18) dois tipos de alerta para o Tocantins. Enquanto municípios do norte do estado estão sob risco de chuvas intensas, a capital e o centro-sul enfrentam níveis críticos de baixa umidade relativa do ar. A situação expõe a dualidade climática típica da região nesta época do ano: pancadas isoladas em áreas amazônicas e tempo seco no interior.
De acordo com o Inmet, em Palmas a umidade pode cair abaixo de 30%, chegando a 20% em alguns momentos. No norte, cidades como Araguaína e Barra do Ouro receberam avisos de chuva de até 30 mm/h, acompanhada de rajadas de vento que podem chegar a 60 km/h, com risco de alagamentos e descargas elétricas.
O que dizem os órgãos oficiais
A Defesa Civil do Tocantins confirmou que, no fim de semana, cidades como Porto Nacional registraram índices de umidade entre 12% e 35%. Em nota, o órgão alertou que valores abaixo de 30% já configuram estado de atenção, segundo parâmetros da Organização Mundial da Saúde. As recomendações incluem hidratação constante, evitar atividades físicas nos horários de calor extremo e umidificação de ambientes (Defesa Civil-TO).
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), por sua vez, destaca que o mapa do Índice Integrado de Seca (IIS-3) indica tendência de atenuação da estiagem no país até o fim de agosto, embora episódios de ar seco continuem a ocorrer no Tocantins (Cemaden).
Por que o clima oscila no estado
Especialistas explicam que o Tocantins vive, entre maio e setembro, o auge da estação seca, sob influência de uma massa de ar seco que predomina sobre o centro do Brasil. Ao mesmo tempo, a porção norte do estado, mais próxima da Amazônia, ainda recebe instabilidades que provocam pancadas de chuva. “É a transição entre dois regimes climáticos: o amazônico, mais úmido, e o cerrado, muito seco nesta época”, detalhou a meteorologista Elisabete Alves Ferreira, do Inmet.
Em 2024, Palmas chegou a registrar 41,6 °C em setembro, uma das marcas mais altas da série histórica, segundo relatório do Cemaden. A tendência de calor extremo e baixa umidade se repete em 2025.
Impactos na saúde
Médicos alertam que a baixa umidade resseca mucosas nasais e oculares, aumenta o risco de crises de asma, favorece infecções respiratórias e provoca desconforto em pessoas com doenças cardiovasculares. Entre as recomendações principais estão:
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Beber água regularmente, mesmo sem sentir sede.
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Evitar exposição prolongada ao sol entre 10h e 17h.
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Usar soro fisiológico para limpar as vias nasais.
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Reduzir o uso de ar-condicionado e preferir limpeza úmida nos ambientes.
Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia, esses cuidados são fundamentais para reduzir impactos à saúde em períodos de estiagem.
Níveis de alerta de umidade
O Inmet classifica os avisos em três níveis:
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Amarelo (perigo potencial): 30% a 20% de umidade.
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Laranja (perigo): 20% a 12%.
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Vermelho (grande perigo): abaixo de 12%.
Palmas e a região central do Tocantins permanecem sob alerta amarelo, enquanto cidades do oeste já chegaram ao nível laranja nesta semana.