Doença basovascular: entenda causas, sintomas e cuidados necessários

Doença basovascular: entenda causas, sintomas e cuidados necessários
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 20 de agosto de 2025 9

O termo é utilizado para descrever um conjunto de patologias que afetam os vasos sanguíneos e podem comprometer a circulação. Especialistas alertam para prevenção e diagnóstico precoce.

O que é a doença basovascular

O termo doença basovascular é usado para descrever diferentes condições que afetam os vasos sanguíneos — artérias, veias e capilares — e comprometem o transporte de sangue e nutrientes pelo corpo. Essas alterações podem gerar desde desconfortos leves até complicações graves, como trombose, infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), as doenças vasculares estão entre os principais motivos de internação hospitalar no país e representam um desafio crescente para a saúde pública.

Principais doenças relacionadas

Entre as patologias mais comuns agrupadas nesse termo, destacam-se:

  • Insuficiência venosa crônica: dificuldade no retorno do sangue das pernas ao coração, provocando varizes, dor e inchaço.

  • Aterosclerose: acúmulo de placas de gordura nas artérias, que pode evoluir para infarto e AVC.

  • Doença arterial periférica: obstrução das artérias de braços e pernas, causando dor ao caminhar e risco de amputação.

  • Doenças microvasculares: alterações em vasos de pequeno calibre, frequentes em pessoas com diabetes, que afetam rins, retina e nervos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que as doenças cardiovasculares — que incluem as vasculares — sejam responsáveis por 17,9 milhões de mortes anuais no mundo, consolidando-se como a principal causa de mortalidade global.

Sintomas e sinais de alerta

Os sintomas variam conforme o tipo de comprometimento vascular, mas especialistas destacam alguns sinais comuns que exigem atenção:

  • Inchaço persistente nas pernas

  • Dor, peso ou sensação de queimação nos membros inferiores

  • Alterações na cor ou temperatura da pele

  • Feridas que demoram a cicatrizar

  • Dores no peito ou falta de ar

  • Dormência ou perda de força em um dos lados do corpo

O Ministério da Saúde reforça que, diante desses sintomas, a procura por atendimento médico deve ser imediata, para evitar complicações graves.

Fatores de risco

Os principais fatores associados ao desenvolvimento de doenças vasculares são:

  • Tabagismo

  • Sedentarismo

  • Hipertensão arterial

  • Colesterol elevado

  • Diabetes

  • Obesidade

  • Histórico familiar

Estudos mostram que a combinação desses fatores acelera o desgaste dos vasos sanguíneos e eleva a probabilidade de eventos agudos, como infarto e derrame.

Prevenção e tratamento

Segundo a SBACV, a prevenção é o caminho mais eficaz para reduzir riscos. Entre as medidas recomendadas estão:

  • Manter alimentação equilibrada com redução de gorduras saturadas

  • Praticar atividade física regular

  • Controlar pressão, glicemia e colesterol

  • Evitar o consumo de tabaco e álcool

  • Realizar check-ups médicos periódicos

O tratamento depende do diagnóstico e pode incluir medicamentos, uso de meias de compressão, ajustes no estilo de vida e, em situações mais graves, cirurgias vasculares ou procedimentos endovasculares.

O que dizem os especialistas

Para o angiologista Dr. Marcelo Ferreira, ouvido pela reportagem, o diagnóstico precoce é determinante:

“Grande parte das complicações pode ser evitada se a doença vascular for identificada cedo. Infelizmente, muitos pacientes só procuram ajuda em estágios avançados, quando o tratamento já é mais difícil.”

Já a cardiologista Dra. Ana Paula Ramos ressalta a importância da atenção a sintomas aparentemente simples:

“Formigamento, dor nas pernas ou feridas que não cicatrizam são sinais que não devem ser ignorados. Eles podem indicar obstrução vascular e precisam de acompanhamento especializado.”

 

A chamada doença basovascular não é uma enfermidade isolada, mas um termo que engloba distúrbios circulatórios diversos com potencial de causar complicações graves. A combinação de informação, prevenção e cuidados médicos regulares é a principal estratégia para reduzir riscos e preservar a saúde vascular.

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