Crise na monarquia norueguesa: Marius Borg Høiby é acusado de 32 crimes, incluindo quatro estupros

Crise na monarquia norueguesa: Marius Borg Høiby é acusado de 32 crimes, incluindo quatro estupros
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 20 de agosto de 2025 8

O norueguês Marius Borg Høiby, filho da princesa herdeira Mette-Marit, foi formalmente indiciado pela promotoria do país por 32 crimes, entre eles quatro casos de estupro, violência doméstica, gravação não consentida de atos sexuais, vandalismo e violação de medida protetiva. Segundo a Vanity Fair, o julgamento está marcado para janeiro de 2026 e pode se estender por até seis semanas. Em caso de condenação, a pena pode chegar a dez anos de prisão.

A investigação, detalhada pelo Washington Post, levou mais de um ano e reuniu filmagens, mensagens e testemunhos que embasam as acusações. A defesa de Høiby afirmou que ele nega os crimes sexuais mais graves, mas pode admitir culpa em delitos menores.

A gravidade das acusações levou a uma reação oficial da família real. A Casa Real norueguesa declarou, segundo a People, que “o caso é da esfera da Justiça” e não haverá qualquer tipo de interferência.

O príncipe herdeiro Haakon classificou o momento como “difícil e desafiador”, mas reafirmou que os compromissos institucionais serão cumpridos normalmente.

Embora não esteja na linha de sucessão e não detenha título real, Marius sempre esteve associado à monarquia por ser filho da princesa herdeira e ter participado de eventos públicos ao lado da família. Para analistas, como os entrevistados pelo Washington Post, o escândalo coloca em xeque a imagem de dignidade da instituição, que já vinha enfrentando queda de apoio popular nos últimos anos.

Juristas afirmam que o caso é um teste para a credibilidade das instituições norueguesas, que precisam demonstrar que mesmo pessoas próximas à família real serão julgadas em igualdade de condições. A condução transparente do processo poderá servir de precedente para outros países que enfrentam dilemas semelhantes envolvendo figuras simbólicas da realeza.

O escândalo envolvendo Marius Borg Høiby mergulha a monarquia norueguesa em uma das maiores crises de sua história recente. O resultado do julgamento em 2026 terá repercussões que vão além da esfera judicial: poderá redefinir a confiança da sociedade norueguesa em sua monarquia e reforçar o debate sobre a permanência ou não desse modelo institucional no século XXI.

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