TJ acolhe recurso do MPTO e amplia pena de condenado pelo homicídio do advogado Danillo Sandes

TJ acolhe recurso do MPTO e amplia pena de condenado pelo homicídio do advogado Danillo Sandes
Sede do Tribunal de Justiça do Tocantins, responsável pela gestão dos acordos diretos em precatórios publicados no edital de 2026.
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 20 de agosto de 2025 3

Tribunal aumentou para 36 anos a condenação de João Oliveira Santos Júnior, ex-policial militar do Pará, envolvido em grupo de extermínio contratado para matar o advogado em 2017.

 

O Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) acolheu recurso apresentado pelo Ministério Público Estadual (MPTO) e ampliou a pena aplicada a João Oliveira Santos Júnior, condenado pelo homicídio do advogado araguainense Danillo Sandes Pereira, ocorrido em julho de 2017.

No julgamento do último dia 12, a 2ª Câmara Criminal do TJ revisou o cálculo da pena e decidiu pelo acréscimo de 3 anos, 1 mês e 15 dias à condenação inicial, que era de 32 anos, 10 meses e 15 dias. A pena total agora é de 36 anos de reclusão, além da perda do cargo público que o réu exercia como policial militar no Pará.

Em dezembro de 2024, João Oliveira havia sido condenado em sessão do Tribunal do Júri por homicídio triplamente qualificado — mediante paga, por motivo torpe e com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima —, além dos crimes de associação criminosa e ocultação de cadáver.

A condenação ocorreu após sete anos de tramitação judicial, período em que o processo reuniu provas sobre a atuação de um grupo criminoso organizado para executar a vítima.

O advogado Danillo Sandes Pereira, então com 29 anos, foi morto a tiros em Araguaína. Segundo a denúncia, ele se recusou a fraudar informações em um processo de inventário, renunciou ao caso e ingressou judicialmente para cobrar seus honorários.

As investigações apontaram que o mandante do crime foi o farmacêutico Robson Barbosa da Costa, cliente de Danillo, que contratou o grupo de extermínio. Robson já havia sido condenado a 39 anos e 3 meses de reclusão e 1 ano e 3 meses de detenção.

O caso teve ampla repercussão no Tocantins e levantou debates sobre a vulnerabilidade de profissionais da advocacia diante de pressões e ameaças em processos de alto interesse econômico. A decisão do TJ, ao ampliar a pena, reforça a linha dura da Justiça contra crimes encomendados e praticados por grupos organizados.

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