Após operação, MPF pede afastamento de Wanderlei Barbosa e cita apreensão de R$ 32 mil no gabinete

Após operação, MPF pede afastamento de Wanderlei Barbosa e cita apreensão de R$ 32 mil no gabinete
Crédito: MPF
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 3 de setembro de 2025 63

O cenário político do Tocantins ganhou novos contornos após a Operação Fames-19. O Ministério Público Federal (MPF) apresentou pedido de afastamento do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), alegando risco de interferência nas investigações. A medida ganhou força após a apreensão de cerca de R$ 32 mil em espécie no gabinete do governador, no Palácio Araguaia.


O pedido do MPF

De acordo com o órgão, a permanência de Wanderlei no cargo pode comprometer a coleta de provas e a continuidade das apurações. Para os procuradores, o afastamento é essencial para evitar qualquer influência política sobre servidores e documentos que ainda estão sob análise.


A operação e os valores apreendidos

A Operação Fames-19 investiga supostos desvios milionários em contratos voltados à aquisição de cestas básicas e alimentos durante a pandemia de Covid-19. Em uma das diligências, agentes da Polícia Federal encontraram R$ 32 mil em espécie no gabinete do chefe do Executivo, fato que passou a ser citado como elemento relevante no processo.

Além do governador, o caso envolve deputados estaduais, empresários e gestores públicos. As investigações tramitam sob a supervisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).


Impacto político

O afastamento de Wanderlei, caso seja confirmado, pode aprofundar a instabilidade política no Tocantins. O governador interino Laurez Moreira (PSD) já iniciou a formação de sua equipe e anunciou prioridades administrativas, mas a decisão final do STJ sobre Barbosa será determinante para o rumo da gestão estadual.


Conclusão

O pedido de afastamento do MPF e a apreensão dos R$ 32 mil no gabinete intensificam a pressão sobre Wanderlei Barbosa. Enquanto a Justiça decide os próximos passos, o Tocantins vive um período de incertezas, dividido entre a necessidade de estabilidade administrativa e a obrigação de dar respostas firmes às denúncias de irregularidades.

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