CCJ de Palmas barra projeto que incluía Festejo de Cultura de Matriz Africana no calendário cultural e lideranças divulgam nota de repúdio

CCJ de Palmas barra projeto que incluía Festejo de Cultura de Matriz Africana no calendário cultural e lideranças divulgam nota de repúdio
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 4 de setembro de 2025 11

A  decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Palmas de barrar o projeto de lei que buscava incluir o Festejo no calendário cultural da cidade gerou forte reação entre lideranças religiosas de matriz africana e movimentos sociais.

O projeto foi apresentado pelo Coletivo Somos, a pedido do, casa promotora do festejo que já ocorre há dois anos na Praia da Graciosa. A proposta deveria ter sido analisada quanto à legalidade, mas foi rejeitada pela comissão, formada por três vereadores — entre eles Rubens Uchoa e Juarez Rigol, ligados a denominações pentecostais —, que alegaram excesso de eventos culturais já previstos no calendário oficial.

Segundo representantes do movimento, a decisão não teve embasamento jurídico e estaria ligada a preconceito religioso. Assessores parlamentares chegaram a classificar manifestações afro-brasileiras como “coisas ligadas ao diabo”, o que levou a militante Tamires, do Coletivo Somos, a publicar um vídeo de denúncia.

Não é a primeira vez que a CCJ toma esse tipo de decisão. Em outro episódio, um projeto do grupo “Luz Apagada” também foi rejeitado sem análise técnica, o que reforçou a percepção de perseguição institucional contra manifestações de matriz africana.

Diante do ocorrido, a Associação dos Líderes de Casas de Culto de demais lideranças, divulgou uma nota de repúdio, denunciando racismo religioso, racismo institucional e intolerância por parte da comissão.

 

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