Kasarin ironiza vereadores de Colinas em vídeo e recebe resposta dura do presidente da Câmara
O prefeito de Colinas, Josemar Kasarin (União Brasil), voltou a provocar vereadores da cidade em um vídeo publicado nas redes sociais, intensificando o embate político após perder a maioria na Câmara — seis dos nove parlamentares deixaram recentemente sua base de apoio. No tom rimado que costuma adotar, Kasarin afirmou que os parlamentares têm “baixa aceitação” popular e deveriam demonstrar “mais gratidão” ao Executivo. “Hoje levantei e fiz a minha oração; pedi a meu Deus do céu para que certos vereadores prestem muita atenção. Parem, parem, de arrumar confusão, e tenham, e tenham, mais gratidão pelo prefeito azulão”, declarou. O prefeito seguiu exaltando sua popularidade, alegando ter 90% de aprovação, em contraste com a “aceitação muito baixa” dos vereadores.
A reação veio na sessão da Câmara desta segunda-feira (15), em discurso do presidente do Legislativo, Augusto Agra (UB), que considerou as falas de Kasarin um sinal preocupante. “O conteúdo demonstra intolerância com o Poder Legislativo, sugerindo que os vereadores parem de arrumar confusão simplesmente porque cumprem seu papel constitucional”, afirmou. Para Agra, o vídeo revela “personalismo exagerado e autoritarismo”, ao usar dados de aprovação popular como argumento para se sobrepor às críticas.
O presidente da Câmara avaliou ainda que a fala do prefeito buscou “minar a credibilidade do Legislativo perante a população”, num gesto que classificou como “nocivo à democracia”. “Ao afirmar que a aceitação dos vereadores é muito baixa, o prefeito tenta enfraquecer a confiança nos representantes do povo e promove um ambiente de confronto e desinformação”, disse.
Em tom duro, Agra afirmou que Kasarin demonstrou “arrogância e desdém incompatíveis com a postura de um gestor público”. O vereador criticou ainda o uso de referências religiosas no início do vídeo para legitimar ataques. “Popularidade não dá direito a governar sem limites, e a democracia exige equilíbrio, humildade e respeito entre as instituições”, concluiu.