Chuva de Meteoros Orionídeas 2025 promete espetáculo visível em todo o Brasil nesta madrugada

Chuva de Meteoros Orionídeas 2025 promete espetáculo visível em todo o Brasil nesta madrugada
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 21 de outubro de 2025 33

enômeno anual formado por fragmentos do cometa Halley atinge o pico entre os dias 22 e 23 de outubro, com até 20 meteoros por hora cruzando o céu noturno.

A madrugada desta terça (22) para quarta-feira (23) reserva um dos espetáculos astronômicos mais aguardados do ano: a chuva de meteoros Orionídeas, popularmente conhecida como “filha do cometa Halley”. O fenômeno será visível em todo o território brasileiro, com destaque para as regiões Norte e Nordeste a partir da 00h30, e para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul, por volta da 01h30.

Segundo os astrônomos Renato C. Poltronieri e Marcos Calil, a taxa de atividade esperada é de até 20 meteoros por hora, número que pode variar conforme as condições atmosféricas e a poluição luminosa de cada região.
“A boa notícia é que a Lua não atrapalhará a observação neste ano, o que favorece a visualização dos rastros luminosos cruzando o céu”, afirma Calil.

Origem no cometa Halley

As Orionídeas são compostas por fragmentos deixados pelo cometa 1P/Halley, o mais famoso da história, cuja última passagem próxima à Terra ocorreu em 1986.
Essas partículas entram na atmosfera terrestre a uma velocidade superior a 60 km por segundo, produzindo riscos de luz que encantam observadores em todo o planeta.

“Cada meteoro que vemos é uma partícula de poeira cósmica queimando na atmosfera — um pequeno lembrete da imensidão e da beleza do universo”, explica Poltronieri.

Como e onde observar

Para assistir ao fenômeno, os especialistas recomendam locais afastados da poluição luminosa, como áreas rurais, parques e praias com boa visibilidade do céu.
Não há necessidade de telescópios ou binóculos — basta olhar a olho nu em direção às “Três Marias”, estrelas da Constelação de Órion, de onde os meteoros parecem se originar.

A Orionídeas pode ser observada todos os anos entre os meses de outubro e novembro, mas o pico de 2025 promete ser um dos mais favoráveis da década devido à ausência de interferência lunar e à boa posição da constelação durante a madrugada.

“É um presente da natureza para quem ama o céu noturno”, resume Calil.

Contexto astronômico

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o fenômeno é resultado direto da interação da Terra com a trilha de detritos deixada pelo cometa Halley em suas passagens pelo Sistema Solar.
A cada 76 anos, o Halley retorna às proximidades da Terra, renovando o “caminho de poeira” que dá origem tanto às Orionídeas (em outubro) quanto às Eta Aquáridas (em maio).

Notícias relacionadas