Céu de novembro reserva espetáculo: chuva de meteoros Leonídeos e alerta para asteroides visíveis do Brasil

Céu de novembro reserva espetáculo: chuva de meteoros Leonídeos e alerta para asteroides visíveis do Brasil
Rastro luminoso no céu marca a passagem de meteoros da chuva Perseidas, fenômeno que terá pico na madrugada desta terça-feira.
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 11 de novembro de 2025 39

O céu de novembro promete um espetáculo para quem gosta de astronomia. A tradicional chuva de meteoros Leonídeos deve atingir seu pico entre os dias 16 e 17 de novembro, podendo ser observada a olho nu em todo o Brasil — especialmente nas regiões de baixa poluição luminosa, como o interior do Tocantins.

O fenômeno ocorre quando a Terra cruza a trilha deixada pelo cometa 55P/Tempel-Tuttle, cujos fragmentos se incendeiam ao entrar na atmosfera terrestre, produzindo os riscos luminosos que encantam observadores há séculos. Durante o pico, é possível observar até 15 meteoros por hora, de acordo com estimativas da Organização Internacional de Meteoros.

A constelação de Leão, ponto radiante da chuva, começa a surgir no horizonte leste por volta da meia-noite, quando a observação se torna mais favorável. Astrônomos recomendam locais afastados de centros urbanos e iluminação artificial. Os olhos humanos levam cerca de 30 minutos para se adaptar completamente à escuridão, o que é essencial para não perder nenhum detalhe.

No Tocantins, cidades como Palmas, Araguaína e Gurupi devem ter boa visibilidade nas primeiras horas da madrugada, mas será no norte e nas zonas rurais que o espetáculo promete ser ainda mais intenso.

Além da chuva Leonídea, a NASA confirmou a aproximação de cinco asteroides classificados como “potencialmente próximos da Terra”, todos sem risco de colisão. O mais notável, o 2025 TF, tem cerca de 120 metros de diâmetro e passará a 6,8 milhões de quilômetros do planeta — uma distância considerada segura, mas suficiente para despertar a atenção dos observatórios.

O astrônomo Renato Poltronieri, da Astrocan, explica que fenômenos como esse reforçam a importância da observação astronômica e da divulgação científica. Segundo ele, o recente registro de clarões no céu também tem relação com a alta atividade de meteoros.“Neste caso aí foram os meteoros da chuva Táuridas”, explica Poltronieri. “Eles são explosivos devido à alta velocidade de entrada na atmosfera, podendo gerar bolas de fogo e clarões mais intensos que os das Leonídeas.”

A chuva Táurida, mencionada pelo astrônomo, ocorre anualmente entre outubro e novembro e é conhecida por produzir meteoros mais lentos, porém extremamente brilhantes, devido ao tamanho e à densidade de seus fragmentos.

Poltronieri destaca que a visibilidade em novembro dependerá principalmente da ausência de nuvens e da baixa interferência luminosa.“A chuva Leonídea é uma das mais belas do ano. Como a Lua estará em fase crescente e com pouca luminosidade, teremos uma excelente janela para observação”, afirma.

O fenômeno poderá ser acompanhado até o dia 21 de novembro, sem necessidade de telescópios ou equipamentos especiais. Basta escolher um local escuro, deitar-se confortavelmente e olhar para o céu — um lembrete de que, mesmo em tempos de pressa, o universo ainda oferece os espetáculos mais impressionantes de graça.

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