3 em cada 10 brasileiros já desistiram da Black Friday 2025
A Black Friday 2025 chega com sinais claros de desgaste e desconfiança entre os consumidores. Um levantamento nacional da Hibou, em parceria com a Score Agency, revela que 3 em cada 10 brasileiros (31%) já decidiram que não vão comprar nada neste ano. O dado, somado aos 55% que ainda estão indecisos, coloca o varejo diante do cenário mais instável desde a consolidação da data no país.
Apenas 45% afirmam que pretendem comprar, queda significativa em relação a 2024, quando o índice era de 54%. Para especialistas, o movimento indica maturidade do consumidor, maior racionalidade na tomada de decisão e cansaço diante de práticas de “desconto falso”.
O consumidor mais racional: comparação domina a Black Friday
O estudo mostra que o brasileiro se tornou mais calculista e menos impulsivo:
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42% anotam preços antes da Black Friday para garantir que o desconto é real.
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22% começaram a pesquisar em agosto e setembro.
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17% iniciaram as pesquisas em novembro.
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19% aguardam a semana da Black Friday.
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Apenas 7% esperam o próprio dia do evento.
Mesmo assim, 21% admitem não pesquisar preços, tornando-se alvo fácil de ofertas-relâmpago e campanhas enganosas.
A motivação principal permanece pessoal: 88% dos que vão comprar pretendem se presentear. Apenas 7% usarão a data para adquirir um item caro — número que caiu pela metade em comparação a 2024.
Desconto ainda é rei — e frete grátis decide o jogo
Entre os fatores que mais influenciam a decisão de compra:
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83%: preço/desconto
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42%: frete grátis
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35%: marca
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24%: avaliações de compradores
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14%: desconto via PIX
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13%: kits promocionais
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10%: experiência na loja física
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6%: cashback
Para pesquisar, 47% analisam comparativos de preço, 34% acessam sites oficiais das marcas e 27% avaliam a porcentagem do desconto.
Itens mais desejados perdem força: celulares e TVs em queda
Mesmo com a queda do apetite de compra, alguns itens seguem como sonho de consumo — mas com menos força que em anos anteriores:
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Celular: 12% (contra 20% em 2024)
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TV: 10% (era 18% em 2024)
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Geladeira: 8%
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Perfume: 7%
Nas categorias gerais, lideram:
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31%: vestuário
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30%: eletrodomésticos
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28%: artigos para pets
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26%: utilidades domésticas
A presença de produtos para animais aparece como comportamento emergente: 19% pretendem comprar algo para pets, dado inexistente em edições anteriores.
Gasto mais baixo e postura seletiva
A maior parte dos entrevistados deve gastar entre R$ 250 e R$ 1.000. Apenas 2% afirmam que gastarão mais de R$ 6.000.
O impulso por grandes aquisições caiu drasticamente: quem pretendia comprar um item caro por causa da Black Friday passou de 14% (2024) para 7% (2025).
Além disso, 47% só pretendem comprar se encontrarem uma boa oportunidade real, reforçando um perfil mais racional.
Digital domina: lojas físicas perdem protagonismo
As compras devem acontecer majoritariamente no ambiente digital:
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61%: marketplaces multimarcas (Mercado Livre, Amazon, Shopee)
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40%: sites oficiais das marcas
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26%: marketplaces de grandes varejistas (Magalu, Fast Shop)
No físico:
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39%: lojas de rua
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35%: shoppings
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31%: passeio com possibilidade de compra
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Apenas 11% descartam totalmente a compra presencial.
Sobre entregas:
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37%: tanto faz o formato, desde que seja grátis
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22%: entrega em até sete dias
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15%: agendamento
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13%: entrega no mesmo dia
Marcas favoritas: Mercado Livre dispara; Shopee cresce
Na percepção dos consumidores:
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Mercado Livre: 16% (era 9% em 2024)
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Amazon: 15%
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Magalu: 11%
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Shopee: 10% (crescimento expO dado reforça que preço continua essencial, mas valores e confiança agora entram como fator de desempate.
A pesquisa Hibou + Score Agency foi realizada entre 1º e 6 de novembro de 2025, com 1.302 entrevistados em painel digital nacional. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais.