Veja os preços da abóbora, alho, feijão, banana prata e mandioca no Tocantins e no Brasil
Os preços da abóbora, do alho, do feijão, da banana prata e da mandioca mostram um cenário de forte variação entre o atacado nacional e o varejo tocantinense. Dados do Prohort (Conab) e de levantamentos em redes de supermercados do Tocantins revelam diferenças significativas entre o valor pago nas Ceasas e o preço final ao consumidor.
No atacado, a abóbora cabotiá registrou média de R$ 2,40/kg no país, enquanto nas centrais que abastecem o Tocantins (Goiânia e Brasília) o produto variou entre R$ 2,80 e R$ 3,10/kg. No varejo tocantinense, supermercados de Palmas e Araguaína venderam o quilo entre R$ 4,99 e R$ 6,49. A diferença ocorre principalmente por logística e perdas durante transporte e armazenamento.
O alho, um dos produtos mais caros da cesta in natura, apresentou queda no atacado. O preço médio nacional ficou em R$ 13,50/kg, enquanto nos entrepostos usados pelo Tocantins o valor ficou entre R$ 14,00 e R$ 15,20/kg. Nas prateleiras do estado, porém, o consumidor ainda paga entre R$ 22,90 e R$ 28,90/kg, diferença explicada pelo atraso no repasse da queda do atacado para o varejo.
O feijão carioca segue pressionado. No atacado, o preço médio foi de R$ 6,80/kg, chegando a R$ 7,30/kg nas praças de abastecimento do Tocantins. No varejo estadual, pacotes de 1 kg foram encontrados entre R$ 8,99 e R$ 11,49, a depender da marca. A irregularidade da safra e o impacto do clima nas regiões produtoras continuam como fatores centrais das oscilações.
A banana prata entrou em ritmo de acomodação. No atacado nacional, o quilo ficou em R$ 4,20, e entre Goiás e Distrito Federal variou entre R$ 4,40 e R$ 4,70. Nos supermercados tocantinenses, o produto aparece entre R$ 6,49 e R$ 7,99, devendo recuar nas próximas semanas caso o aumento da oferta se mantenha.
Já a mandioca apresenta estabilidade. O preço médio no atacado nacional ficou em R$ 1,90/kg, enquanto nas centrais que abastecem o Tocantins os valores ficaram próximos de R$ 2,10/kg. No varejo local, o quilo da raiz é normalmente vendido entre R$ 3,49 e R$ 4,50, com pouca variação entre municípios.
Especialistas explicam que dezembro é um mês naturalmente volátil devido ao aumento da demanda e ao impacto das festividades no fluxo das Ceasas. Mesmo assim, o Tocantins segue com um quadro relativamente equilibrado: alho e feijão seguem como itens de maior peso para o consumidor, enquanto mandioca e abóbora se mantêm entre as alternativas mais acessíveis.
A análise cruzada entre os valores do Prohort e os levantamentos locais será usada para construir gráficos comparativos que mostram, de forma direta, a diferença entre o atacado nacional, o atacado das praças que abastecem o Tocantins e o varejo local — explicando por que alguns itens encarecem mais rapidamente e outros demoram a refletir quedas nas Ceasas.