Saúde — Adenoide: quando vira caso de cirurgia e como os sintomas afetam crianças no Tocantins

Saúde — Adenoide: quando vira caso de cirurgia e como os sintomas afetam crianças no Tocantins
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 3 de dezembro de 2025 5

A adenoide — tecido localizado atrás do nariz e responsável pela defesa imunológica — tornou-se motivo de preocupação crescente entre famílias tocantinenses. Otorrinolaringologistas apontam aumento no número de crianças atendidas com queixas de ronco, apneia, respiração difícil e infecções recorrentes. A literatura médica indica que o crescimento exagerado da adenoide altera o padrão respiratório e compromete sono, desenvolvimento escolar e qualidade de vida.

No Tocantins, pediatras e otorrinos informam que o volume de consultas relacionadas ao problema cresceu nos últimos anos. Unidades de saúde em Palmas, Araguaína e Paraíso relatam procura constante por avaliações especializadas, sobretudo devido a sintomas que persistem por meses. O ronco noturno, inicialmente interpretado pelos pais como cansaço ou resfriado, pode sinalizar obstrução importante. Quando o ar passa com dificuldade, a criança altera o ritmo do sono, apresenta despertares frequentes e, em muitos casos, episódios de apneia.

Estudos de centros de referência em otorrinolaringologia — como os projetos compilados pela Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia — mostram que a respiração bucal crônica interfere no aprendizado e no comportamento. Crianças que dormem mal tendem a apresentar irritabilidade, queda na concentração e diminuição do rendimento escolar. Especialistas entrevistados pelo Diário Tocantinense explicam que, ao respirar pela boca, o corpo recebe menor quantidade de oxigênio durante a noite, o que afeta memória e atenção. Esses achados aparecem também em pesquisas internacionais consultadas pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC).

A cirurgia de retirada da adenoide, chamada adenoidectomia, não é indicada em todos os casos. Otorrinos defendem avaliação individual, considerando sintomas, exames e histórico de infecções. A operação costuma ser recomendada quando há obstrução significativa confirmada por nasofibroscopia, apneia persistente ou repetição de infecções que afetam o ouvido médio e provocam otites. Estudos comparativos citados pelo Hospital de Clínicas da USP indicam melhora expressiva na qualidade do sono e na respiração após o procedimento, especialmente em crianças entre 3 e 8 anos.

No Tocantins, pais relatam que a demora para investigar sintomas prolonga o desconforto e aumenta a chance de complicações. Profissionais da rede pública recomendam atenção a sinais simples: respiração pela boca, ronco alto, voz anasalada, sono inquieto, dificuldade para acordar e infecções frequentes. O diagnóstico costuma incluir exame físico detalhado, análise de histórico clínico e, quando necessário, exames de imagem.

A educação em saúde tem papel central no processo. Especialistas lembram que muitos quadros podem ser tratados com acompanhamento clínico, medicamentos e observação da evolução. A cirurgia torna-se necessária quando a adenoide altera funções vitais, como oxigenação e sono. O Diário Tocantinense já publicou reportagens sobre impactos respiratórios na infância, e novos conteúdos devem detalhar como condições como rinite e hipertrofia de amígdalas se relacionam à adenoide aumentada.

Para famílias tocantinenses, a orientação é buscar avaliação médica diante de sintomas persistentes. A intervenção precoce reduz complicações e melhora o bem-estar da criança. Entrevistas previstas com otorrinos e pediatras locais devem ampliar o debate e esclarecer dúvidas sobre tratamento.

Notícias relacionadas