Pesquisa do DIEESE mostra disparada da cesta básica: Salvador sobe 6,22%, Belém 4,80%, Fortaleza 3,96% e Palmas registra R$ 677,87 após recuo
A pesquisa divulgada pelo DIEESE em outubro deste ano confirma que o custo da cesta básica voltou a pressionar o orçamento das famílias brasileiras. Salvador registrou a maior alta do país, com avanço de 6,22%, seguida por Belém, com 4,80%, e Fortaleza, com 3,96%, todas acima da inflação do período e refletindo uma escalada contínua no preço dos alimentos essenciais. Em várias capitais, itens como carne bovina, arroz, leite e hortifruti puxaram os reajustes, reforçando o peso da alimentação no bolso das famílias de baixa renda.
No Tocantins, o comportamento foi diferente. Em Palmas, o valor médio da cesta básica recuou para R$ 677,87, segundo o levantamento mais recente, após meses de variação positiva. A queda foi influenciada principalmente pelo tombo do tomate, que despencou 47,61%, além de recuos no feijão carioca, arroz agulhinha, pão francês, leite integral e óleo de soja. Apesar do alívio, especialistas reforçam que a trégua pode ser temporária, já que fatores climáticos, custos logísticos e oscilação das safras tendem a recolocar pressão nos primeiros meses de 2026.
O DIEESE aponta que, no consolidado do ano, a cesta básica subiu na maior parte das capitais analisadas, revelando um cenário nacional ainda instável e sensível à oferta de alimentos e ao comportamento das commodities. Economistas alertam que a alimentação pode seguir acima da inflação geral, ampliando a perda de poder de compra das famílias de baixa renda. Para 2026, a projeção é de cautela: mesmo com quedas pontuais como a registrada em Palmas, o custo de vida permanece elevado e qualquer desequilíbrio de oferta pode gerar novos aumentos.