De Olho na Política: Dorinha, Eduardo Gomes, Vicentinho, Dulce, Sandoval e o STF colocam 2026 no radar do Tocantins
O cenário político do Tocantins entra em fase de reorganização com a aproximação das eleições de 2026. Movimentos simultâneos no Executivo, no Legislativo e no Judiciário redesenham o ambiente eleitoral, enquanto lideranças locais testam força, consolidam alianças e analisam decisões que podem alterar o equilíbrio institucional do Estado. Os próximos meses tendem a ser marcados por agendas intensificadas, viagens ao interior e maior atenção aos julgamentos em Brasília, como vem ocorrendo desde que o Supremo Tribunal Federal passou a pautar ações envolvendo o governo estadual.
Dulce Miranda volta ao centro das articulações

O nome de Dulce Miranda retorna ao debate político com maior frequência. A deputada, que já exerceu protagonismo regional, passou a circular em agendas estratégicas e ampliou diálogo com diferentes grupos partidários. A presença constante em eventos públicos reforça a leitura de que seu nome entra no tabuleiro sucessório de 2026. Fontes da base governista indicam que ela observa cenários proporcionais e majoritários, enquanto setores do MDB avaliam sua capacidade de capilaridade no interior.
Dra. Ângela estrutura pré-candidatura à Assembleia

A Dra. Ângela avança na organização de sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa. O foco em temas de assistência social e estrutura institucional tem ampliado sua exposição em municípios de médio porte. Levantamentos internos de legendas do centro político mostram crescimento de seu reconhecimento espontâneo entre mulheres e servidores públicos, o que fortalece sua posição na disputa proporcional. O movimento ocorre em um ambiente de renovação legislativa, como tem mostrado o Diário Tocantinense em análises recentes sobre a recomposição do parlamento estadual.
Sandoval Cardoso mira vaga na Câmara Federal

Sandoval Cardoso intensifica viagens, reuniões e articulações para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Ex-governador e ex-senador, mantém base distribuída em diferentes regiões e busca reconectar lideranças tradicionais ao seu projeto político. O esforço ocorre em contexto nacional em que bancadas regionais disputam espaço em comissões estratégicas, cenário mapeado por levantamentos do Diário Tocantinense e por análises da imprensa nacional sobre a reacomodação do Congresso após 2022.
4) Eduardo Gomes aparece fortalecido para o Senado

O vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes (PL), desponta como um dos nomes mais consolidados para a disputa à recondução. Ele sustenta trânsito político amplo em Brasília, relacionamento com prefeitos e forte atuação em pautas orçamentárias. Dados do próprio Senado mostram que Gomes figura entre os parlamentares que mais direcionaram recursos para municípios tocantinenses em 2023 e 2024, indicador que tende a pesar na corrida majoritária.
Vicentinho Júnior amplia presença e entra na briga pelo Senado

Vicentinho Júnior (PP) intensifica sua circulação pelo interior e amplia a agenda de encontros com prefeitos. A adesão crescente de lideranças municipais sugere que a disputa pela vaga ao Senado tende a ser competitiva. O deputado também aposta em visibilidade nacional por meio de relatorias estratégicas na Câmara, estratégia utilizada por parlamentares que buscam ampliar musculatura para eleições majoritárias. O movimento coloca pressão sobre outras pré-candidaturas e reorganiza alianças dentro do bloco do centrão no Estado.
Julgamentos no STF e no TSE mantêm Estado em alerta

A política local segue impactada pela expectativa em torno de processos pendentes no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Superior Eleitoral. As decisões, que envolvem questionamentos à chapa de Wanderlei Barbosa, mantêm clima de cautela entre gestores públicos. O TSE analisaria ainda nesta semana um pedido apresentado por adversários políticos de Wanderlei, reforçando a centralidade das instâncias superiores na estabilidade do governo. Especialistas em direito eleitoral apontam que decisões judiciais em anos pré-eleitorais tendem a influenciar alianças e percepções de risco.
Dorinha propõe mudança no Código de Processo Penal

A senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil) apresentou o PL 4.245/2025, que estabelece que toda pessoa presa deve ser apresentada obrigatoriamente a um juiz em audiência de custódia, independentemente da natureza da prisão. A proposta segue entendimento do STF e busca impedir liberações automáticas sem análise judicial. O tema ganhou impulso após casos como o de Delvânia Campelo, em Araguacema, e o episódio envolvendo o influenciador “Calvo da Campari”, que reacenderam o debate sobre falhas no sistema. Dados do Ministério da Justiça mostram mais de mil feminicídios registrados nos primeiros meses de 2024, o que reforça a urgência de revisão de protocolos e fluxos institucionais.
Cláudia Lelis amplia articulação e retorna com força ao interior

Cláudia Lelis intensifica agendas nos municípios e amplia articulações regionais. Sua presença tem sido observada em eventos institucionais e reuniões com prefeitos, fortalecendo pontes com setores do agronegócio, da educação e da gestão pública municipal. Fontes do governo afirmam que sua relação histórica com o eleitorado do interior, somada à reestruturação de algumas secretarias com o retorno de Wanderlei, coloca Cláudia em posição estratégica para 2026. A movimentação sinaliza disputa interna por protagonismo no grupo governista.
Kátia Chaves entra no debate e movimenta a proporcional

Kátia Chaves surge como nome competitivo na disputa por vaga na Assembleia Legislativa. Chefe de gabinete e Secretária de Governo, ela articula apoio entre servidores e lideranças municipais, expandindo seu espaço no campo proporcional. A entrada de novos nomes tende a fragmentar a disputa legislativa e a exigir reavaliação de coligações e coeficientes eleitorais. Para especialistas, a presença de candidaturas com vínculo direto com o Executivo pode influenciar negociações internas e alterar estratégias partidárias.
O conjunto desses nove movimentos indica que o Tocantins entra na rota de antecipação eleitoral. A combinação de articulações regionais, debates legislativos e julgamentos no STF e no TSE produz ambiente dinâmico, no qual partidos e lideranças testam caminhos para 2026. Com isso, o Estado volta a ocupar espaço relevante no debate nacional, sobretudo com figuras como Eduardo Gomes e Dorinha atuando em pautas federais de impacto amplo.