PF deflagra segunda fase da Operação Velar VIII contra exploração sexual no Tocantins

PF deflagra segunda fase da Operação Velar VIII contra exploração sexual no Tocantins
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 10 de dezembro de 2025 3

A Polícia Federal no Tocantins deflagrou nesta terça-feira (9/12/2025) a segunda fase da Operação Velar VIII, ação que aprofunda investigações sobre crimes de exploração sexual envolvendo crianças e adolescentes, especialmente por meio de armazenamento e compartilhamento de imagens de abuso sexual infantojuvenil.

O inquérito policial teve início após a identificação de que um investigado, residente no norte do Tocantins, adquiriu e armazenou arquivos contendo fotos e vídeos de abuso sexual infantil. A partir desse indício inicial, a PF ampliou a apuração para mapear possíveis conexões, rotas digitais utilizadas para distribuição de conteúdo ilegal e participação de outros envolvidos.

O Mandado de Busca e Apreensão relacionado ao caso foi expedido pela 2ª Vara da Subseção Judiciária Cível e Criminal da Justiça Federal de Araguaína e cumprido no estado do Pará, onde a PF localizou elementos que subsidiarão a continuidade do inquérito. Os materiais apreendidos passam agora por análise pericial detalhada.

A Polícia Federal informou que a investigação segue em andamento para identificar integralmente todos os responsáveis, bem como para localizar e proteger possíveis vítimas. A corporação reforçou que a operação integra um esforço nacional permanente de combate a crimes digitais cometidos contra crianças e adolescentes.

O nome “Velar VIII” faz referência ao objetivo central da operação: zelar e proteger menores em situação de vulnerabilidade e combater redes de circulação de conteúdo criminoso. A série Velar, que já teve diversas fases no país, concentra-se em rastrear ambientes virtuais onde circulam materiais de abuso sexual, identificar usuários, romper cadeias de distribuição e acionar órgãos de proteção.

A PF ressalta que denúncias anônimas podem ser feitas por meio dos canais oficiais, e que ações de repressão a crimes contra crianças e adolescentes permanecem como prioridade institucional.

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