De olho em 2026: movimentos de Gleisi, Dorinha, Vicentinho e aliados redesenham Colinas e o Tocantins
O cenário político do Tocantins entrou em um novo estágio de antecipação eleitoral. Movimentos recentes envolvendo lideranças nacionais, estaduais e municipais indicam que a disputa de 2026 deixou de ser uma projeção distante e passou a orientar decisões concretas nos bastidores do poder. Entre Brasília, Palmas e Colinas do Tocantins, alianças são testadas, nomes ganham musculatura e espaços institucionais passam a ser tratados como peças estratégicas do tabuleiro político.

No plano nacional, o nome da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, passou a circular como possível pré-candidata ao Senado. A movimentação amplia o debate sobre a reorganização do campo governista e reforça a estratégia de ocupar posições-chave no Congresso Nacional. Gleisi carrega capital político, articulação partidária e visibilidade, elementos que reposicionam o jogo também nos estados, inclusive no Tocantins, onde alianças nacionais tendem a influenciar decisões locais.

No interior do estado, Colinas do Tocantins tornou-se um dos pontos de observação desse rearranjo. A posse solene de Clodoaldo Penteado no comando da Superintendência Regional de Educação marca uma nova fase administrativa e política da SRE, considerada um dos braços mais sensíveis do governo estadual na região norte. A indicação contou com apoio direto da senadora Professora Dorinha Seabra, além dos deputados estaduais Vanda Monteiro, Jair Farias e o Vereador Augusto Agra, sinalizando fortalecimento de um bloco político com capacidade de capilarização regional.
A movimentação ocorre em um momento em que Dorinha desponta como um dos nomes mais competitivos para a disputa pelo Governo do Tocantins. Com trajetória ligada à educação, trânsito entre diferentes grupos políticos e articulação nacional, a senadora chega ao próximo ciclo eleitoral com base consolidada e presença estratégica em áreas sensíveis da gestão pública.
No campo municipal, a aprovação do orçamento pela Câmara de Colinas expôs um desgaste entre o Legislativo e o Executivo local. A votação representou uma derrota política para o prefeito e evidenciou o protagonismo dos vereadores na definição de rumos administrativos. O episódio reforça que, além das disputas majoritárias, o controle do Legislativo municipal também integra o jogo de forças rumo a 2026.

Outros nomes ampliam a complexidade do cenário. O deputado federal Vicentinho Júnior mantém estratégia aberta, avaliando tanto uma candidatura ao Senado quanto uma entrada na disputa pelo Governo do Estado. A definição depende da formação das alianças e do desenho final do campo majoritário.
Também citado nos bastidores, Alexandre Guimarães surge como possível candidato tanto ao Senado quanto ao Executivo estadual, ampliando a competitividade e fragmentando o campo político. Já o deputado federal Carlos Gaguim aparece fortalecido com o retorno de Wanderlei Barbosa ao centro das decisões do Estado, o que reorganiza alianças dentro do grupo governista.
Na disputa proporcional, novos quadros ganham visibilidade. Lucas Campelo passa a ser tratado como nome competitivo para a Câmara Federal, enquanto Jair Farias mantém base eleitoral sólida e organizada, figurando entre os candidatos com maior estabilidade no cenário federal.
O conjunto desses movimentos indica uma transição clara no ambiente político tocantinense. Espaços administrativos, decisões legislativas e articulações partidárias deixam de ser episódicos e passam a compor uma estratégia de médio prazo. Colinas, Palmas e Brasília se conectam em um mesmo tabuleiro, onde cada gesto institucional carrega peso eleitoral.
Os sinais ainda são de bastidor, mas cada vez mais visíveis. No Tocantins, 2026 já começou.