Pastora cita episódio bíblico para defender o direito das mulheres à herança e ao posicionamento

Pastora cita episódio bíblico para defender o direito das mulheres à herança e ao posicionamento
Pastora Mônica Rocha (Crédito: Arquivo Pessoal)
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 6 de janeiro de 2026 13

Durante uma pregação recente, a pastora Mônica utilizou um episódio do Antigo Testamento para sustentar a tese de que o posicionamento feminino não representa rebeldia, mas exercício legítimo de direito. Segundo ela, muitas mulheres acabam abrindo mão de promessas por confundirem fé com silêncio e passividade.

Como base do argumento, a pastora citou o capítulo 27 do livro de Números, que relata a história das filhas de Zelofeade. Naquele contexto histórico, a legislação israelita não previa o direito de herança para mulheres. Zelofeade, pai das cinco personagens bíblicas, não tinha filhos homens, o que, à época, significaria o fim da herança familiar.

Diante dessa situação, as filhas de Zelofeade decidiram procurar Moisés, líder do povo de Israel, para questionar a norma vigente. Elas argumentaram que não era justo que o nome e os bens de seu pai desaparecessem apenas por não haver descendentes do sexo masculino. Moisés levou a demanda a Deus, que, segundo o relato bíblico, reconheceu a legitimidade do pedido.

De acordo com o texto sagrado, Deus afirmou que as filhas de Zelofeade tinham razão e determinou a mudança da lei, garantindo às mulheres o direito à herança. A decisão passou a integrar a legislação israelita, estabelecendo um precedente jurídico e social para situações semelhantes.

Na interpretação apresentada pela pastora, o episódio demonstra que o posicionamento não nega a fé, mas pode ser instrumento para a concretização de direitos. Para ela, quando uma mulher compreende sua identidade, reconhece sua condição de filha e não de bastarda, e se apropria do que lhe é devido, ocorre uma mobilização espiritual em seu favor.

A mensagem central da fala foi direcionada às mulheres, com o incentivo ao posicionamento consciente. Segundo a pastora, o exemplo das filhas de Zelofeade revela que reivindicar direitos dentro da fé não significa ruptura com a obediência religiosa, mas fidelidade ao propósito que, na narrativa bíblica, foi reconhecido e legitimado por Deus.

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