Com nome citado em investigação, Lulinha retorna à Europa enquanto PF avança nas apurações

Com nome citado em investigação, Lulinha retorna à Europa enquanto PF avança nas apurações
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Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 13 de janeiro de 2026 31

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixou o Brasil e retornou à Europa em meio ao avanço de investigações conduzidas pela Polícia Federal. A informação foi confirmada ao Diário Tocantinense por fontes com conhecimento direto do caso.

Lulinha estava no país desde o período de fim de ano e não manteve agenda pública oficial durante sua passagem. Segundo apuração do Diário Tocantinense, o destino da viagem é Madri, na Espanha, onde ele mantém residência.

A viagem ocorre no momento em que o nome de Lulinha passou a ser citado em depoimentos prestados à Polícia Federal no âmbito das investigações que apuram supostos repasses financeiros ligados a um operador investigado em inquérito que envolve fraudes no sistema previdenciário.

Relatos que constam nos autos indicam que ex-auxiliares do operador afirmaram aos investigadores a existência de transferências de alto valor, além de pagamentos mensais, que teriam como beneficiário o filho do presidente. A Polícia Federal analisa documentos, registros de viagens, trocas de mensagens e movimentações financeiras para verificar a consistência das informações.

Procurados pela reportagem, representantes da Polícia Federal confirmaram que as apurações estão em andamento, mas informaram que os detalhes permanecem sob sigilo. Até o momento, não há confirmação pública de indiciamento.

No Palácio do Planalto, interlocutores relataram que o presidente Lula foi informado sobre o caso e teria dito a aliados que, havendo qualquer irregularidade, o filho deverá responder nos termos da lei.

A movimentação ocorre em meio à repercussão política do caso no Congresso Nacional, onde parlamentares passaram a pressionar por convocações no âmbito da CPMI que investiga fraudes no INSS. Lideranças da oposição defendem que Lulinha seja ouvido, enquanto governistas adotam cautela diante do estágio das investigações.

Até a publicação desta reportagem, Lulinha não havia se manifestado publicamente sobre a viagem nem sobre as citações em depoimentos. O Diário Tocantinense segue acompanhando o caso e mantém espaço aberto para manifestações das partes envolvidas. O espaço está aberto para comentar o assunto o envolvido.

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