Preços de alimentos oscilam nas CEASAS e impactam o Tocantins

Preços de alimentos oscilam nas CEASAS e impactam o Tocantins
Movimentação de frutas e hortaliças em central de abastecimento reflete as variações diárias de preços praticados no atacado nas CEASAS do Brasil, com impacto direto no Tocantins.
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 26 de janeiro de 2026 10

As cotações de banana, abacate, arroz, melão, limão e feijão registraram variações nas Centrais de Abastecimento (CEASAS) do Brasil nos últimos dias, segundo dados do sistema Prohort, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As oscilações no atacado refletem diretamente no preço final pago pelo consumidor no Tocantins, estado que depende majoritariamente de produtos provenientes de outras unidades da federação.

Levantamento com base em CEASAS de referência — como Distrito Federal, Goiás, Bahia, Minas Gerais e Ceará — mostra diferenças significativas entre os preços médios praticados nas regiões produtoras e aqueles observados no mercado tocantinense. O impacto é mais evidente em hortifrutigranjeiros de alta rotatividade, como banana e limão, cujos valores variam conforme oferta, logística e demanda regional.

No caso da banana, os preços médios no atacado apresentaram estabilidade relativa em polos produtores, enquanto no Tocantins houve repasse gradual ao consumidor, influenciado pelo custo do transporte e pela distância entre origem e destino. Situação semelhante foi observada no melão, cujo valor sofre variações conforme o período de safra e o volume ofertado no Nordeste.

Já o abacate apresentou oscilações mais acentuadas em algumas CEASAS, reflexo da redução temporária da oferta em determinadas regiões produtoras. O limão, por sua vez, manteve tendência de preços elevados em função da demanda constante e da menor disponibilidade em alguns mercados atacadistas.

Entre os grãos, arroz e feijão seguem com comportamento distinto. O arroz apresentou maior estabilidade nas cotações nacionais, enquanto o feijão registrou variações associadas à entressafra e à origem do produto comercializado. No Tocantins, os preços desses itens tendem a acompanhar os valores praticados nos estados vizinhos, especialmente Goiás e Distrito Federal.

Permissionários e comerciantes ouvidos pelo setor apontam que o custo do frete e as condições das rodovias influenciam diretamente o preço final. Segundo eles, alterações no valor do combustível e no volume de cargas disponíveis impactam o abastecimento regular do mercado local.

Especialistas do setor de abastecimento destacam que o acompanhamento diário das cotações nas CEASAS é um dos principais indicadores para compreender o comportamento dos preços ao consumidor. A expectativa é de que novas oscilações ocorram ao longo das próximas semanas, acompanhando o calendário de safras e as condições climáticas nas regiões produtoras.

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