Quanto custou Paquetá ao Flamengo e como está o desempenho do jogador em campo
O retorno de Lucas Paquetá ao debate público reacende uma pergunta recorrente entre torcedores do Clube de Regatas do Flamengo: quanto custou o meia ao clube e qual foi, de fato, o impacto esportivo e financeiro de sua trajetória com a camisa rubro-negra?
O custo de formação e a valorização no mercado
Paquetá não chegou ao Flamengo por meio de transferência milionária. Revelado nas categorias de base do clube, o meia assinou o primeiro contrato profissional em 2016. O investimento inicial envolveu estrutura de formação, salários compatíveis com atleta em início de carreira e renovação contratual estratégica para blindagem de mercado.
Em 2018, após sequência de atuações consistentes no Campeonato Brasileiro e na Libertadores, o jogador foi negociado com o AC Milan por cerca de 35 milhões de euros, valor que à época ultrapassava R$ 150 milhões na cotação vigente. A cifra colocou a venda entre as maiores da história do clube até então.
Comparativamente, outras negociações relevantes do Flamengo no mesmo período — como as vendas de Vinícius Júnior e Reinier — reforçaram a estratégia de valorização da base. Paquetá tornou-se um dos ativos mais rentáveis formados no Ninho do Urubu na última década.
Desempenho em campo com a camisa rubro-negra
Entre 2016 e 2018, Paquetá disputou mais de 90 partidas pelo time profissional. Atuou como meia central e também mais avançado, com participação direta em gols e assistências decisivas.
Na temporada de 2018, consolidou protagonismo técnico. Registrou gols em clássicos e assumiu função tática de articulação entre meio-campo e ataque. A leitura de jogo e a capacidade de infiltração ampliaram o repertório ofensivo da equipe.
A performance resultou em convocação para a seleção brasileira e projeção internacional. O desempenho técnico foi considerado determinante para a valorização no mercado europeu.
Impacto financeiro e expectativa esportiva
Do ponto de vista financeiro, a operação representou retorno significativo sobre o investimento em formação. O modelo adotado pelo Flamengo — fortalecimento da base, renovação contratual e vitrine em competições nacionais e continentais — consolidou-se como estratégia sustentável.
No campo esportivo, a trajetória de Paquetá simboliza a transição do clube para um ciclo de maior competitividade e profissionalização da gestão.
Hoje, o nome do jogador segue associado à memória recente do torcedor, que ainda entoa músicas criadas nas arquibancadas durante o auge da temporada de 2018. A expectativa, à época, estava vinculada à consolidação do projeto esportivo e à capacidade do clube de transformar talento em resultado.
Com metas claras e pressão por desempenho, a experiência Paquetá tornou-se referência para avaliar novos investimentos no elenco e na base.