Ataque ao Irã provoca crise mundial após Trump declarar morte do aiatolá Ali Khamenei; Teerã nega, ONU convoca emergência e Itamaraty condena ofensiva

Ataque ao Irã provoca crise mundial após Trump declarar morte do aiatolá Ali Khamenei; Teerã nega, ONU convoca emergência e Itamaraty condena ofensiva
Crédito: AFP
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 28 de fevereiro de 2026 37

O Oriente Médio voltou ao centro da tensão global neste sábado (28) após ataques militares atribuídos aos Estados Unidos e a Israel contra alvos estratégicos dentro do Irã, elevando o risco de uma escalada militar internacional.

Explosões foram registradas em Teerã e em regiões consideradas sensíveis para o comando estratégico iraniano. Informações da agência internacional Reuters, repassadas ao Diário Tocantinense por fontes diplomáticas que acompanham o conflito, indicam que instalações militares e centros ligados à estrutura de defesa do regime foram atingidos.

A crise ganhou repercussão mundial após o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicar na rede social X que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, teria sido morto durante a ofensiva.

Na postagem, Trump escreveu “Ali Khamenei está morto. Uma grande ameaça ao Oriente Médio foi eliminada hoje. Força através da paz.”

A declaração provocou reação imediata do governo iraniano. Autoridades de Teerã negaram a morte do líder religioso e classificaram a afirmação como tentativa de desestabilização psicológica em meio ao conflito.

Segundo relatos internacionais acompanhados pela reportagem, o clima na capital iraniana é de medo e incerteza. Sirenes antiaéreas foram acionadas, bairros registraram interrupções de energia e moradores buscaram abrigo após as explosões.

Um morador de Teerã afirmou: “Há confusão total. Algumas pessoas comemoram nas redes sociais, outras estão tentando deixar a cidade.”

Especialistas em segurança internacional alertam que uma eventual confirmação da morte do líder supremo poderia desencadear resposta militar iraniana contra interesses americanos e israelenses na região.

O analista Michael Rubin, especialista em Oriente Médio, avalia que o episódio representa um dos momentos mais perigosos das últimas décadas, com risco real de ampliação do conflito.

Já a pesquisadora Claire Dubois, do Instituto de Relações Internacionais de Paris, afirma que a crise pode atingir rotas energéticas globais e provocar impactos imediatos no mercado internacional de petróleo.

A tensão ultrapassou rapidamente as fronteiras iranianas. Autoridades dos Emirados Árabes Unidos confirmaram que um edifício residencial de luxo em Dubai foi atingido por um drone, elevando o nível de alerta regional. A autoria do ataque ainda é investigada.

O setor aéreo também foi impactado. Um avião da Emirates com destino a Dubai retornou ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, após avaliação de risco nas rotas sobre o Oriente Médio.

Diante da gravidade do cenário, o Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou reunião de emergência, enquanto países aliados reforçaram protocolos de segurança.

O Itamaraty divulgou nota oficial condenando os ataques e expressando grave preocupação com a ofensiva militar. O governo brasileiro destacou que as ações ocorreram em meio a negociações diplomáticas e reiterou que o diálogo continua sendo o único caminho viável para a paz.

O Brasil apelou para que todas as partes respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, buscando evitar a escalada das hostilidades e garantir a proteção de civis.

As embaixadas brasileiras na região acompanham a situação em tempo real, e o embaixador do Brasil em Teerã mantém contato direto com cidadãos brasileiros para transmitir orientações de segurança.

Especialistas ouvidos pelo Diário Tocantinense avaliam que o mundo entra agora em um período de imprevisibilidade extrema, com possibilidade de retaliações militares, ataques indiretos e impactos imediatos na economia global.

As próximas horas são consideradas decisivas para definir se a crise permanecerá no campo diplomático ou evoluirá para um conflito de maiores proporções no Oriente Médio.

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