Bastidores: Amélio pressiona Wanderlei pelo comando do Republicanos, rejeita vice de Dorinha e deputado revela em off que projeto real seria o Senado

Bastidores: Amélio pressiona Wanderlei pelo comando do Republicanos, rejeita vice de Dorinha e deputado revela em off que projeto real seria o Senado
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 3 de março de 2026 24

O ambiente político na Assembleia Legislativa do Tocantins segue tensionado. O presidente da Casa, Amélio Cayres (Republicanos), teria pressionado o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) pelo comando estadual do partido e reafirmado que não aceita ser vice na chapa da senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil). Wanderlei já teria ido falar com Marcos Pereira.

Amélio não teria atendido 100% ao pedido da deputada estadual Vanda Monteiro e apenas arquivou o processo de impeachment, o que não teria agradado setores palacianos. Também há a possibilidade de que ele possa migrar para o MDB, partido do deputado federal Alexandre Guimarães, e, eventualmente, reativar o processo de impeachment contra Wanderlei que está parado na Assembleia.

Segundo relatos de bastidor obtidos pelo Diário Tocantinense, Amélio quer consolidar sua pré-candidatura ao Governo do Tocantins e aguarda definição sobre o controle do Republicanos. Wanderlei teria informado que trataria do assunto com o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, mas já teria sinalizado compromisso político firmado com Dorinha.

Um deputado que participou das conversas revelou, sob condição de anonimato, que o projeto prioritário de Amélio seria disputar o Senado. “Ele quer mesmo é ser senador”, afirmou em off. A avaliação interna de parte da base é de que uma candidatura ao governo ainda precisaria ampliar musculatura política e reconhecimento popular em nível estadual. Interlocutores apontam que os apoios mais consistentes estariam concentrados entre prefeitos da região do Bico do Papagaio, sem capilaridade consolidada nas demais regiões.

Enquanto isso, Dorinha amplia seu arco de alianças. Ex-prefeitos e vereadores já manifestam disposição de caminhar ao seu lado. Nos bastidores, há interlocução com Marcos Pereira e diálogo em nível nacional com setores do Partido dos Trabalhadores, incluindo o dirigente Edinho Silva, fortalecendo a articulação fora do Tocantins.

Paralelamente ao embate político, parte da mídia local ligada a associações tem manifestado insatisfação com o que considera desprestígio institucional. Profissionais relatam que os valores destinados a determinados veículos estariam aquém das expectativas e que o atendimento institucional não estaria ocorrendo de forma equilibrada. Segundo relatos colhidos pela reportagem, um almoço recente promovido no contexto político foi considerado “mais do mesmo”, sem anúncios concretos ou encaminhamentos efetivos para o setor de comunicação.

A leitura feita por integrantes da imprensa não é de confronto direto, mas de expectativa por maior diálogo, transparência e valorização estratégica do segmento. Em meio à reorganização do tabuleiro eleitoral, a comunicação passa a ocupar papel central nas articulações políticas do Tocantins.

O espaço está aberto para os envolvidos comentarem o assunto.

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