“Vamos combater de forma veemente esse tipo de conduta”, diz Leandro Manzano após Justiça mandar retirar vídeo contra Dorinha

A Justiça Eleitoral determinou nesta sexta-feira, 20 de março, a retirada imediata de um vídeo publicado nas redes sociais que associava a senadora Professora Dorinha ao caso Banco Master. A ordem judicial fixou prazo de 24 horas para remoção do conteúdo, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, em decisão que atinge publicação atribuída ao pré-candidato Ataídes de Oliveira. O caso tramita sob o número 0600035-41.2026.6.27.0000.
Segundo a representação, o vídeo distorceu um evento partidário legítimo do União Brasil, marcado para 27 de março, ao classificá-lo falsamente como “reunião do Banco Master”. Na avaliação levada à Justiça, a montagem tentou vincular a imagem da pré-candidata a um escândalo financeiro de grande repercussão nacional, criando uma narrativa considerada enganosa e lesiva perante o eleitorado.
Na decisão, a juíza Carolynne de Macedo Oliveira afirmou que o material ultrapassa o campo da crítica política e se enquadra como “disseminação deliberada de desinformação, ofensa à honra alheia e violação à competição eleitoral paritária”. A manifestação da magistrada dá peso jurídico a um debate que já vinha contaminando o ambiente pré-eleitoral no Tocantins: o uso das redes sociais como ferramenta de ataque pessoal travestido de embate político.
Para o advogado Leandro Manzano, que representa o partido no caso, a decisão funciona como um freio necessário contra a escalada de ataques fora das regras democráticas. “A Senadora Dorinha tem sido alvo de uma sistemática e coordenada veiculação de conteúdos de desinformação nas redes sociais”, afirmou. Em seguida, reforçou o recado que agora ganha dimensão política e jurídica: “Vamos combater de forma veemente esse tipo de conduta”.
O episódio amplia a tensão da pré-campanha no Tocantins e acende um alerta claro: a disputa de 2026 começa a entrar em um terreno mais agressivo, em que adversários tentam desgastar imagens por meio de associações falsas, ataques pessoais e conteúdo manipulado. A resposta da Justiça, neste caso, sinaliza que há limite legal para a guerra digital e que a arena eleitoral não pode ser transformada em território livre para desinformação.
No plano político, a decisão também fortalece o discurso do grupo de Dorinha de que há uma ofensiva organizada para atingir sua imagem antes mesmo do período oficial de campanha. No plano jurídico, abre um precedente importante: quem ultrapassar a linha entre crítica e desinformação poderá enfrentar reação rápida da Justiça Eleitoral.
O Espaço está aberto para que os envolvidos possam comentar o assunto.