“Vamos combater de forma veemente esse tipo de conduta”, diz Leandro Manzano após Justiça mandar retirar vídeo contra Dorinha

“Vamos combater de forma veemente esse tipo de conduta”, diz Leandro Manzano após Justiça mandar retirar vídeo contra Dorinha
Crédito: Divulgação
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 20 de março de 2026 4
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A Justiça Eleitoral determinou nesta sexta-feira, 20 de março, a retirada imediata de um vídeo publicado nas redes sociais que associava a senadora Professora Dorinha ao caso Banco Master. A ordem judicial fixou prazo de 24 horas para remoção do conteúdo, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, em decisão que atinge publicação atribuída ao pré-candidato Ataídes de Oliveira. O caso tramita sob o número 0600035-41.2026.6.27.0000.

Segundo a representação, o vídeo distorceu um evento partidário legítimo do União Brasil, marcado para 27 de março, ao classificá-lo falsamente como “reunião do Banco Master”. Na avaliação levada à Justiça, a montagem tentou vincular a imagem da pré-candidata a um escândalo financeiro de grande repercussão nacional, criando uma narrativa considerada enganosa e lesiva perante o eleitorado.

Na decisão, a juíza Carolynne de Macedo Oliveira afirmou que o material ultrapassa o campo da crítica política e se enquadra como “disseminação deliberada de desinformação, ofensa à honra alheia e violação à competição eleitoral paritária”. A manifestação da magistrada dá peso jurídico a um debate que já vinha contaminando o ambiente pré-eleitoral no Tocantins: o uso das redes sociais como ferramenta de ataque pessoal travestido de embate político.

Para o advogado Leandro Manzano, que representa o partido no caso, a decisão funciona como um freio necessário contra a escalada de ataques fora das regras democráticas. “A Senadora Dorinha tem sido alvo de uma sistemática e coordenada veiculação de conteúdos de desinformação nas redes sociais”, afirmou. Em seguida, reforçou o recado que agora ganha dimensão política e jurídica: “Vamos combater de forma veemente esse tipo de conduta”.

O episódio amplia a tensão da pré-campanha no Tocantins e acende um alerta claro: a disputa de 2026 começa a entrar em um terreno mais agressivo, em que adversários tentam desgastar imagens por meio de associações falsas, ataques pessoais e conteúdo manipulado. A resposta da Justiça, neste caso, sinaliza que há limite legal para a guerra digital e que a arena eleitoral não pode ser transformada em território livre para desinformação.

No plano político, a decisão também fortalece o discurso do grupo de Dorinha de que há uma ofensiva organizada para atingir sua imagem antes mesmo do período oficial de campanha. No plano jurídico, abre um precedente importante: quem ultrapassar a linha entre crítica e desinformação poderá enfrentar reação rápida da Justiça Eleitoral.

O Espaço está aberto para que os envolvidos possam comentar o assunto.

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