“O carinho de vocês trouxe Onze de volta”: Luan Brum fala ao Diário Tocantinense sobre retorno da série e emociona fãs

Ator concede entrevista exclusiva ao Diário Tocantinense, revela bastidores da volta de “Onze”, comenta novos projetos e diz que quer conhecer o Tocantins
O retorno de Onze já movimenta fãs, reacende comunidades nas redes e devolve ao debate uma pergunta que parecia enterrada: por que algumas séries acabam, mas nunca saem de cena? Na avaliação de Luan Brum, a resposta está no público. Em entrevista exclusiva ao Diário Tocantinense, o ator resumiu a força desse reencontro em uma frase que, por si só, já explica a repercussão da nova fase da produção: “O carinho de vocês foi o que trouxe de volta o Onze.”
A declaração, feita durante agenda em Buenos Aires, na Argentina, não funciona apenas como agradecimento. Ela revela um bastidor decisivo do entretenimento contemporâneo: séries podem até sair do ar, mas quando permanecem vivas nas redes, nos vídeos de fãs, nos comentários e na memória afetiva do público, continuam gerando valor. E foi exatamente isso, segundo Luan, que aconteceu com Onze.
O ator afirma que o retorno da produção não nasceu apenas de uma lógica industrial ou de oportunidade de mercado. Na leitura dele, houve uma permanência real do engajamento em torno da obra. O público continuou falando, lembrando, defendendo e sustentando simbolicamente aquele universo, mesmo após as temporadas anteriores. Em um cenário em que plataformas e emissoras monitoram retenção, repercussão e longevidade de marca, isso pesa. E muito.
Na prática, o que Luan descreve é um fenômeno conhecido da cultura pop atual: o público não consome apenas, ele preserva. Séries juvenis e familiares que constroem vínculo emocional costumam manter comunidades ativas por anos. Foi assim com produções que voltaram em diferentes mercados após pressão ou mobilização de fãs. Onze, ao que tudo indica, entra nessa mesma lógica — a de um produto que ultrapassa a audiência pontual e se transforma em memória coletiva.
Durante a conversa com o Diário Tocantinense, Luan Brum disse que sempre viu Onze como uma obra com identidade própria e forte conexão com o público jovem e familiar. Segundo ele, o projeto construiu algo além de números: criou vínculo. Nos bastidores, relata, já existia entre parte do elenco a percepção de que aquela história ainda tinha fôlego para voltar, mesmo sem qualquer definição concreta sobre data, formato ou estrutura.
Ao falar sobre Dede, personagem que ajudou a consolidar sua imagem junto ao público, o ator reforçou a leitura de que o carisma do papel está justamente na leveza. Para Luan, trata-se de uma figura espontânea, divertida, que atravessa conflitos sem perder uma certa forma otimista de olhar o mundo. Esse traço, segundo ele, ajuda a explicar por que o personagem permaneceu tão vivo no imaginário dos fãs mesmo após o intervalo da série. Em tempos de narrativas mais aceleradas e personagens cada vez mais calculados para gerar reação imediata, Dede permanece como um tipo raro: o personagem que o público guarda com afeto.
Mas a volta de Onze não será uma simples repetição do passado. Luan revelou que a nova fase chega com mudanças importantes de linguagem e estrutura. A produção abandona o modelo mais longo das etapas anteriores e passa a trabalhar com uma narrativa mais condensada, dinâmica e próxima da lógica de série contemporânea. A nova temporada terá 20 episódios, combinando humor, emoção, intensidade dramática e referências capazes de dialogar tanto com quem acompanhou a trajetória original quanto com uma nova geração de espectadores.
Esse ponto é central. O entretenimento atual vive uma transição clara: produções que desejam sobreviver precisam conversar com dois públicos ao mesmo tempo — o fã nostálgico e o espectador novo. A fala de Luan sugere exatamente isso. A proposta, segundo ele, é preservar a essência que aproximou o público da história, mas com ritmo renovado, construção estética atualizada e narrativa mais direta. Em outras palavras: Onze volta mais madura, mas sem romper com a base afetiva que a tornou relevante.
Na entrevista, o ator também abriu espaço para falar da própria trajetória, e esse é um dos trechos com maior potencial de repercussão. Luan Brum contou que é formado em engenharia e que entrou no universo da atuação aos 25 anos, justamente quando surgiu a oportunidade de integrar o elenco de Onze. A informação muda completamente a percepção automática de parte do público, que costuma enxergar a carreira artística como um caminho linear ou precoce. No caso dele, houve transição. E transição bem-sucedida.
Desde então, a carreira se expandiu para além do Brasil. Luan citou experiências na Argentina e participação em um filme de comédia gravado na Coreia, mostrando um movimento de internacionalização que, para artistas em ascensão, se torna cada vez mais estratégico. Em um mercado em que presença multiplataforma e circulação internacional contam pontos, esse tipo de percurso amplia repertório, visibilidade e valor de marca pessoal.
Segundo ele, a mudança não aconteceu como uma ruptura brusca, mas como um processo de compreensão progressiva de que a atuação havia se tornado o centro da vida profissional. Essa fala tem força porque conecta com um tipo de público que cresce nas redes: o que busca histórias de reinvenção, mudança de rota e construção tardia de carreira. Não é apenas entretenimento; é narrativa de identificação.
Luan também confirmou que vive uma fase de expansão da própria presença pública. Disse que pretende fortalecer sua atuação nas redes sociais, especialmente com conteúdos ligados à corrida, saúde e estilo de vida. Ainda assim, fez questão de deixar claro que a carreira de ator continua sendo prioridade. A atuação, segundo ele, segue “completamente ativa” e permanece como eixo central da caminhada profissional.
Esse movimento é coerente com o que o mercado vem mostrando. Artistas que desejam manter relevância hoje não dependem apenas da obra em si. Eles precisam ocupar território nas redes, construir comunidade, manter frequência e transformar a própria imagem em narrativa contínua. Quando Luan fala em ampliar presença digital sem abandonar o eixo principal da atuação, ele se posiciona exatamente no centro dessa nova lógica de carreira.
No campo pessoal, o ator afirmou viver um momento de equilíbrio, foco e maturidade. Sem entrar em detalhes íntimos, resumiu a fase como um período em que está com “cabeça e coração juntos” na direção do que pretende construir. A frase reforça a imagem de alguém que não fala apenas de retorno profissional, mas de consolidação de identidade — algo que também costuma gerar forte conexão com públicos que acompanham a evolução dos artistas para além dos personagens.
E houve ainda um gesto que aproxima diretamente o público tocantinense da entrevista: Luan Brum disse que ainda conhece pouco do Brasil, mas colocou o Tocantins entre os estados que deseja visitar em breve. Ao agradecer o carinho recebido, demonstrou simpatia pelo público local e afirmou que espera, em algum momento, conhecer o estado de perto. Para um portal regional, esse tipo de fala tem enorme força de compartilhamento porque transforma uma entrevista de entretenimento em conversa direta com a audiência.
Na prática, esse é o tipo de trecho que costuma disparar engajamento: o fã se sente visto, o leitor compartilha, o público comenta e a matéria deixa de ser apenas informativa para se tornar afetiva. Em portais regionais, esse mecanismo costuma funcionar melhor do que manchetes excessivamente genéricas.
Luan ainda adiantou que 2026 será um ano intenso. Além da nova temporada de Onze, ele confirmou participação na novela Ben-Hur, da Record, embora sem data oficial de estreia divulgada até o momento. Também mencionou que há outras conversas em andamento com sua equipe, sinalizando que novos desdobramentos profissionais podem surgir nos próximos meses.
No fechamento da entrevista ao Diário Tocantinense, o ator voltou ao ponto central: o público. Reforçou que o apoio dos fãs foi determinante para esse novo momento da série. E talvez seja justamente isso que torna essa volta tão poderosa. Em uma era em que produtos audiovisuais surgem e desaparecem com velocidade, Onze retorna lembrando algo que a indústria muitas vezes tenta esquecer: audiência é número, mas permanência é vínculo.
Luan Brum, ao reconhecer isso de forma direta, transforma uma simples entrevista promocional em algo maior. Ele não está apenas anunciando uma nova temporada. Está confirmando que, quando uma obra cria laço real com o público, ela não termina quando sai da grade. Ela continua circulando, resiste ao tempo e, às vezes, encontra o caminho de volta.
E foi exatamente isso que aconteceu com Onze.