De Olho na Política: Amélio ganha fôlego, Vilmar muda de partido e vai para o PL aliado de Dorinha ao governo e o tabuleiro de 2026 ferve do Palácio à Câmara de Colinas

De Olho na Política: Amélio ganha fôlego, Vilmar muda de partido e vai para o PL aliado de Dorinha ao governo e o tabuleiro de 2026 ferve do Palácio à Câmara de Colinas
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 25 de março de 2026 8
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A política tocantinense entrou de vez na fase das definições. O que até poucos dias parecia dúvida agora começa a ganhar desenho mais claro. Amélio Cayres caminha para apoiar Dorinha, Vilmar de Oliveira troca de trilha ao ir para o PL, Kassab desembarca em Palmas para dar peso ao PSD, e Vicentinho Júnior tenta vender a imagem de um PSDB musculoso para 2026. No meio desse xadrez, nomes que ainda não estão no centro do noticiário diário podem crescer muito, enquanto outros já começam a sentir o peso real da disputa. Até embates locais, como o da Câmara de Colinas, entram nesse ambiente de tensão em que cada gesto passa a ter valor político.

Amélio deixa a tensão para trás e passa a apoiar Dorinha

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Amélio Cayres é reconduzido a presidência da Aleto; Crédito; Dicom-Aleto

O “fica Amélio” parece ter funcionado. E funcionou não para mantê-lo em rota de colisão com o grupo, mas para reorganizá-lo dentro da base. A leitura que agora ganha corpo é de que Amélio Cayres segue para apoiar Dorinha, deixando de alimentar uma tensão maior em torno da disputa pelo governo e passando a operar em uma lógica de composição.

Esse movimento muda bastante o cenário. Primeiro, porque reduz ruído interno. Segundo, porque preserva Amélio como peça de peso, sem empurrá-lo para fora do tabuleiro. E terceiro, porque fortalece a construção de um campo governista mais coeso, com menos dispersão e mais foco no projeto majoritário. Em política, quando um nome forte deixa de tensionar e passa a compor, o grupo inteiro respira melhor. Ele pode vir até ser a vice na chapa.

Vilmar de Oliveira vai para o PL e deixa o SolidariedadeWhatsApp Image 2024 11 26 at 16.12.09

A ida de Vilmar de Oliveira para o PL, deixando o Solidariedade e se afastando do ambiente da federação com o PRD, não é uma simples troca de legenda. É um recado político. Vilmar escolhe lado, redefine campo e se aproxima de um espaço partidário que hoje conversa melhor com o conservadorismo, com o agronegócio e com a reorganização de forças que se desenha no Estado.

Esse tipo de movimento não fala apenas sobre o partido que se deixa para trás. Fala, principalmente, sobre onde o político quer estar quando o jogo começar de verdade. E Vilmar está deixando claro que quer estar num ambiente de maior competitividade, maior identidade política e maior peso para 2026.

Luciano Oliveira está com  Laurez Moreira

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No caso de Luciano Oliveira, a aproximação com Laurez Moreira merece ser observada com atenção. Em momentos como este, aproximação raramente é casual. Às vezes ainda não é aliança fechada, mas quase sempre é aviso de reposicionamento. A aproximação foi confirmada no evento do PSD de hoje 25/03 em Palmas com o vice-governador Laurez.

Luciano passa a orbitar uma área política que tem tentado crescer em capilaridade e em presença no debate estadual. Quando um nome começa a circular mais perto de outro grupo, o mais importante não é apenas a foto. É a mensagem que ela carrega. E, no ambiente atual, toda mensagem conta.

Ângela da Facit se prepara para muitos votos

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Entre os nomes que podem surpreender, Ângela da Facit começa a entrar de vez na conta. Há candidaturas que crescem no barulho. Outras crescem na consistência. Ângela parece caminhar mais pela segunda via.

Com presença institucional, rede de relacionamento e capacidade de dialogar com segmentos específicos, ela pode aparecer com uma votação acima do que parte do meio político imagina hoje. E geralmente é assim que nascem as surpresas eleitorais mais incômodas: primeiro são subestimadas, depois passam a ser observadas, e quando se percebe já viraram candidatura competitiva.

Prisão domiciliar de Bolsonaro recoloca o debate nacional em temperatura altajair bolsonaro

A concessão de prisão domiciliar a Jair Bolsonaro recoloca o ex-presidente no centro do debate político e jurídico do país. Mesmo sendo uma decisão de natureza processual e vinculada ao quadro de saúde, o impacto político é inevitável. Pesquisa mostrou que Flávio poderia ganhar de Lula no segundo turno.

No Tocantins, como em outros estados, Bolsonaro continua sendo referência de campo, símbolo de discurso e ativo eleitoral. Ainda que esteja fora do palco físico, permanece no centro da narrativa. E toda movimentação em torno dele acaba repercutindo entre aliados, adversários e partidos que tentam medir o alcance dessa influência no próximo ciclo eleitoral.

Kassab em Palmas com Irajá e Laurez: o PSD quer mostrar tamanho; Olyntho e Valdemar lá e Cinthia e Mantoan conversam com Kassab

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Crédito: Assessoria

A presença de Gilberto Kassab em Palmas, ao lado de Irajá e Laurez Moreira, é muito mais do que agenda partidária. É demonstração de força. Quando o presidente nacional vem pessoalmente, o recado é claro: o PSD quer aparecer como partido com tamanho, lastro e capacidade de atrair quadros. O evento contou com a presença da ex-prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro e seu esposo Eduardo Mantoan e também dos deputados Valdemar Junior e Olyntho Neto.

Mais do que o discurso, importa o simbolismo. Kassab não vem para passeio. Vem para dar peso a um movimento que tenta consolidar o PSD como peça mais central nas alianças de 2026. E, nesse jogo, a presença de Irajá e Laurez serve para mostrar que o partido quer falar grosso no Estado.

Vicentinho Júnior diz ter seis deputados com ele além de Geo e agora Jorge Frederico80cf7f8df0f8b04618b6803a2e434354

No PSDB, Vicentinho Júnior tenta vender musculatura política. A permanência de Júnior Geo já foi usada como demonstração de força, mas agora o discurso vai além: Vicentinho sustenta que tem seis deputados com ele, além de Geo e Jorge Frederico.

Se esse número se confirmar no campo real, o PSDB muda de patamar na conversa. Chapa forte atrai candidato. Candidato atraído fortalece ainda mais a chapa. Esse é o ciclo da política proporcional. O problema é que, na pré-campanha, muita gente vende volume antes de provar densidade. O desafio de Vicentinho agora é mostrar que a conta não é apenas retórica.

Janad Valcari pode se surpreender com a própria votação de federal

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A deputada Janad Valcari é um nome que continua sendo medido por parte do sistema com régua antiga. E isso pode gerar erro de leitura. Janad mantém presença, comunicação, recall e conexão com públicos que muitas vezes escapam do radar tradicional.

Por isso, ela pode não apenas ir bem. Pode se surpreender com a própria votação. Em eleição, quando um nome consegue juntar identidade, lembrança e conexão popular, o resultado pode vir acima até do que o próprio grupo espera. E esse parece ser um risco — ou uma oportunidade — cada vez mais real no caso dela.

Max Baroli pode enfrentar dificuldade para se reeleger em Araguaína

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Em Araguaína, a situação de Max Baroli já começa a ser observada com mais cautela. Reeleição para Câmara nunca é automática, e a política municipal costuma ser ainda mais dura quando há reorganização de grupos, entrada de novos nomes e disputa intensa por nichos de voto.

Max pode não conseguir a reeleição se não conseguir renovar seu espaço político e reativar sua centralidade eleitoral. Mandato, sozinho, não garante permanência. Em muitos casos, o vereador perde não por rejeição aberta, mas por dispersão, acomodação ou perda de utilidade eleitoral no imaginário da cidade.

Colinas teve tensão na Câmara, mas o caso foi contido

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Crédito: Câmara de Colinas do Tocantins

Na Câmara de Colinas, o embate entre Marcus Júnior e Dhaynny Motta em torno do Adore Colinas elevou a temperatura do plenário e expôs como discussões locais podem rapidamente sair do controle quando entram no terreno da cobrança pública e da acusação cruzada.

O ponto politicamente importante, porém, é que o episódio acabou sendo resolvido antes de virar crise prolongada. Houve tensão, houve ruído, mas houve contenção. Em ano de pré-campanha, isso importa muito. Porque conflito mal resolvido contamina imagem, arrasta desgaste e deixa marca. Quando o fogo é apagado cedo, o prejuízo costuma ser menor.

O Tocantins já não vive mais fase de ensaio. Vive fase de encaixe. Amélio passa a apoiar Dorinha, Vilmar redefine seu campo no PL, Kassab sobe o tom do PSD, Vicentinho tenta provar robustez, e nomes como Ângela da Facit e Janad Valcari entram na zona de possível surpresa. Ao mesmo tempo, figuras como Max Baroli já começam a encarar um cenário mais duro do que parece.

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