Exclusivo do Diário Tocantinense: NASA confirma sobrevoo histórico da Lua pela Artemis II e missão entra na reta decisiva de volta à Terra

Exclusivo do Diário Tocantinense: NASA confirma sobrevoo histórico da Lua pela Artemis II e missão entra na reta decisiva de volta à Terra
A tripulação da Artemis II – o astronauta da CSA (Agência Espacial Canadense) Jeremy Hansen (à esquerda) e os astronautas da NASA Christina Koch (centro à esquerda), Reid Wiseman (centro à direita) e Victor Glover (à direita) – participaram de uma conversa ao vivo com o presidente Donald J. Trump após seu histórico sobrevoo lunar durante o sexto dia de missão. NASA
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 7 de abril de 2026 2
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Em atualização oficial acompanhada pelo Diário Tocantinense, a NASA informou que a Artemis II concluiu um sobrevoo histórico da Lua, registrou imagens do lado oculto e levou seres humanos à maior distância já alcançada da Terra.

A missão Artemis II entrou para a história nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026. Em comunicado oficial, a NASA informou que a tripulação concluiu um sobrevoo lunar de cerca de sete horas, no primeiro retorno humano ao entorno da Lua desde a missão Apollo 17, em 1972. A agência também confirmou que a nave Orion captou imagens do lado oculto do satélite natural, um dos momentos mais emblemáticos desta nova fase da exploração espacial.

Segundo a atualização publicada pela própria NASA, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen bateram o recorde de maior distância já percorrida por seres humanos em relação à Terra. A marca anterior era da Apollo 13, com 248.655 milhas, e foi superada durante a passagem da Artemis II. No ponto mais distante da missão, a tripulação alcançou 252.756 milhas da Terra, consolidando um novo recorde para o voo espacial humano.

O momento mais sensível do voo ocorreu quando a Orion passou atrás da Lua e ficou cerca de 40 minutos sem sinal. Nesse intervalo, a nave realizou sua aproximação máxima às 19h no horário EDT, passando a aproximadamente 4.067 milhas da superfície lunar. Ao emergir do outro lado, a tripulação observou o chamado “Earthrise” e, antes disso, havia testemunhado o “Earthset”, quando a Terra desaparece atrás do horizonte lunar.

A NASA relatou ainda que os astronautas descreveram crateras de impacto, antigos fluxos de lava, rachaduras, cordilheiras e diferenças de cor, brilho e textura na superfície da Lua. Essas observações, segundo a agência, ajudam cientistas a compreender melhor a composição e a história geológica lunar. Durante o alinhamento entre a nave, a Lua e o Sol, a tripulação também acompanhou um eclipse solar de quase uma hora e analisou a corona solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol.

Um dos pontos mais impressionantes da atualização oficial foi o registro de seis clarões de luz na parte não iluminada da Lua. De acordo com a NASA, esses flashes foram produzidos por meteoroides atingindo a superfície lunar em altíssima velocidade. A agência informou que os dados e as imagens captadas durante o sobrevoo serão analisados por cientistas, que também devem cruzar essas observações com registros de astrônomos amadores que acompanhavam a Lua no mesmo período.

A missão Artemis II foi lançada em 1º de abril de 2026, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a bordo do foguete SLS com a cápsula Orion. Trata-se do primeiro voo tripulado do programa Artemis e da primeira missão da NASA com astronautas em espaço profundo em mais de 50 anos. O plano oficial da agência prevê uma jornada de cerca de dez dias, com retorno e pouso no Oceano Pacífico, na costa de San Diego.

Em fala oficial divulgada pela NASA ainda no início da viagem, a administradora interina da área de desenvolvimento de exploração, Lori Glaze, resumiu o tamanho do marco ao afirmar que, pela primeira vez desde a Apollo 17, seres humanos haviam deixado a órbita da Terra rumo à Lua. A declaração ganha ainda mais peso agora, com a confirmação do sobrevoo concluído e do sucesso de uma das etapas mais aguardadas da missão.

Para o Diário Tocantinense, o avanço da Artemis II simboliza mais do que um feito tecnológico. A missão recoloca a humanidade diante de um novo ciclo de exploração espacial, com a Lua voltando ao centro da estratégia internacional e servindo de ponte para futuras viagens a Marte. A partir de agora, o mundo acompanha a reta final da volta da tripulação, enquanto a NASA começa a transformar as imagens, áudios e dados do sobrevoo histórico em material científico e em prova concreta de que a nova era lunar já começou.

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