“Não pedi para nomear”, diz Olyntho Neto após DOE tornar sem efeito nomeação do irmão para cargo na Adapec; Documento traz nomeações, exonerações e remanejamos e mudanças na saúde e educação e projeto foco no fogo

“Não pedi para nomear”, diz Olyntho Neto após DOE tornar sem efeito nomeação do irmão para cargo na Adapec; Documento traz nomeações, exonerações e remanejamos e mudanças na saúde e educação e projeto foco no fogo
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 8 de abril de 2026 1
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“Não pedi para nomear”, diz Olyntho Neto após DOE tornar sem efeito nomeação do irmão na Adapec no Tocantins

Deputado afirma que caso não teve a dimensão atribuída nos bastidores; edição de ontem do Diário Oficial também trouxe novas nomeações, mudanças na Saúde, remanejamentos no governo e a criação do programa Foco no Fogo.

A edição de ontem do Diário Oficial do Estado do Tocantins escancarou, de forma objetiva, o que aconteceu no caso envolvendo o irmão do deputado estadual Olyntho Neto. Primeiro, o governo havia publicado, na edição de 6 de abril, o Ato nº 1.660-NM, nomeando Rodolfo Olinto Rotoli Garcia de Oliveira para o cargo de Assessor Especial III (CEA-3), da Secretaria da Administração, redistribuído para a estrutura operacional da Adapec-Tocantins. No dia seguinte, porém, o Palácio Araguaia recuou e publicou o Ato nº 1.677, que tornou insubsistente essa nomeação. Em termos práticos, a publicação de ontem desfez oficialmente o ato anterior e retirou o nome de Rodolfo da função comissionada.

O ponto político do episódio ganhou ainda mais peso porque a reversão veio logo após a repercussão do caso. Em manifestação encaminhada à redação, Olyntho Neto sustentou que não pediu para nomear o irmão e afirmou que o episódio não teve a repercussão que alguns tentaram atribuir. No plano administrativo, porém, o que ficou registrado no DOE foi um movimento claro: a nomeação saiu em uma edição e foi desfeita na edição seguinte.

É importante registrar com precisão o que o Diário Oficial publicou. Embora nos bastidores se fale em “exoneração”, o ato formal de ontem não usa esse termo para o caso de Rodolfo. O que houve, tecnicamente, foi a decisão de tornar sem efeito a nomeação anterior, anulando a entrada dele no cargo comissionado ligado à Adapec. Essa diferença é relevante porque deixa claro que o governo não publicou uma exoneração posterior ao exercício do cargo, mas sim um recuo administrativo sobre a nomeação feita no dia anterior.

Mas o DOE de ontem não se resumiu ao caso Rodolfo Olinto. A mesma edição também trouxe uma série de mudanças na máquina estadual. Entre elas, a nomeação de Marcelo Henrique Costa Rodrigues para cargo ligado à Gerência de Distritos Industriais e Empresariais, na Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços, e a nomeação de Raison Silva Noleto para cargo redistribuído à Secretaria da Pesca e Aquicultura.

Na área da Saúde, o governo publicou o Ato nº 1.674-DSG, designando cinco servidores para o exercício de funções comissionadas de administração na pasta: Geane do Carmo Sales, George Bernardo Sousa Miranda, Neila de Bastos Couto, Pâmela Pelegrini Alvares e Rosinete Souza Gomes da Silva. A medida reforça que a edição de ontem teve forte conteúdo de reorganização administrativa, especialmente em setores estratégicos.

Outro movimento que chamou atenção foi o de Samarah Beatriz Lorentino Ayres. O governo primeiro tornou insubsistente a nomeação dela para o cargo de Diretor de Pesos e Medidas da AEM e, na sequência, publicou nova nomeação para que ela passasse a exercer o cargo de Superintendente de Habitação, na Secretaria das Cidades, Habitação e Desenvolvimento Regional. Na prática, o Diário Oficial mostrou uma troca de destino dentro da estrutura estadual.

Também foram nomeados Claudivan Alves Pinheiro para cargo na Secretaria Executiva da Governadoria e Fabrício Rodrigues Braga para a função de Gerente de Planejamento Territorial, Instrumentos Urbanos e Geoinformação, na Secretaria de Desenvolvimento das Regiões Metropolitanas. Já Gabriella Madureira de Carvalho Monteiro foi nomeada para cargo redistribuído à Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços.

Na sequência dos ajustes, o governo ainda tornou insubsistente a nomeação anterior de Raidênia Oliveira Campos Silva para cargo redistribuído à Saúde e, logo depois, publicou nova nomeação dela para a Gerência de Áreas Estratégicas para os Cuidados Primários da Secretaria da Saúde. Mais uma vez, o DOE revelou um padrão de correção e reacomodação interna dentro da estrutura administrativa.

Logo na abertura da edição, outro tema de peso apareceu: o governador Wanderlei Barbosa instituiu, por meio do Decreto nº 7.140, o programa Foco no Fogo, voltado à educação ambiental e à prevenção de queimadas ilegais no Tocantins. O texto estabelece que a coordenação ficará a cargo da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, com apoio do Comitê Estadual de Combate a Incêndios Florestais e Controle de Queimadas.

No conjunto, o Diário Oficial de ontem mostrou mais do que simples atos burocráticos. A edição expôs um governo em processo de rearranjo administrativo, mas também evidenciou como uma nomeação com potencial político pode ganhar outra dimensão quando envolve sobrenomes conhecidos e cargos estratégicos. No caso de Rodolfo Olinto, o DOE foi explícito: a nomeação existiu, repercutiu e acabou desfeita oficialmente no dia seguinte.

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