Briga sem fim? Larissa Manoela volta ao centro da polêmica após nova batalha judicial com gravadora

Briga sem fim? Larissa Manoela volta ao centro da polêmica após nova batalha judicial com gravadora
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 11 de abril de 2026 1
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Deck Produções recorre de decisão que anulou contrato assinado quando a atriz tinha 11 anos; caso reacende debate sobre carreira, bastidores e o controle da imagem da artista

O nome de Larissa Manoela voltou ao centro do noticiário de celebridades e dos bastidores do entretenimento após ganhar um novo capítulo na disputa judicial contra a Deck Produções Artísticas Ltda., gravadora ligada ao contrato que marcou uma das fases mais delicadas da trajetória da atriz e cantora. A empresa decidiu recorrer da decisão que havia favorecido Larissa e extinguido o vínculo firmado em 2012, quando ela tinha apenas 11 anos de idade e era representada legalmente pelos pais. O caso, que já mobilizava a atenção do público desde 2023 por envolver carreira, família, patrimônio e autonomia profissional, retorna agora com um novo ingrediente: a tentativa da gravadora de reverter a derrota na Justiça e sustentar que o contrato continua válido.

A nova movimentação judicial foi revelada em fevereiro pela coluna de Fábia Oliveira, no Metrópoles, e reacendeu uma polêmica que parecia ter sido parcialmente resolvida no ano passado. Segundo a publicação, a Deck Produções entrou com recurso após perder a ação movida por Larissa Manoela, que buscava anular o chamado contrato vitalíciocom a empresa. No recurso, a gravadora voltou a defender que o acordo foi firmado dentro da legalidade, com base no Código Civil, e argumentou que a atriz não teria razão ao tentar encerrar o vínculo por “inconformismo”. A empresa também alegou que a sentença teria deixado brechas ao não delimitar com clareza o direito de exploração do material musical e audiovisual produzido durante a vigência do contrato.

O pano de fundo do processo ajuda a explicar por que o assunto continua rendendo tanta repercussão. Em abril de 2025, a Justiça do Rio de Janeiro reconheceu o direito de Larissa de encerrar o contrato de exclusividade com a Deck Produções. A decisão da 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca, assinada pelo juiz Mario Cunha Olinto Filho, determinou que a empresa não poderia mais utilizar materiais ligados à imagem da atriz, sob pena de multa de R$ 15 mil por ato, além de obrigá-la a entregar à artista os logins e senhas de plataformas como YouTube e Spotify em até 10 dias, sob multa de R$ 5 mil. A sentença teve grande impacto porque atingiu diretamente o controle sobre conteúdos ligados à carreira musical de Larissa e reforçou o entendimento de que o vínculo firmado ainda na infância não poderia se perpetuar de forma automática na vida adulta da artista.

Na época, o caso foi tratado como mais um desdobramento da crise que expôs a ruptura entre Larissa Manoela e os pais, Silvana Taques e Gilberto Elias dos Santos, mas a própria defesa da atriz fez questão de esclarecer que a ação judicial foi movida exclusivamente contra a gravadora, e não contra os genitores. Esse ponto voltou a ser reforçado em novembro de 2025, quando a equipe da artista precisou reagir à repercussão de manchetes que sugeriam, de forma equivocada, que ela estaria processando os pais. A defesa afirmou que a informação era falsa e destacou que o litígio dizia respeito apenas à Deck Produções, apesar de a empresa ter sido criada e controlada pelos pais da atriz em sua fase inicial de carreira.

O que mantém o tema aquecido no interesse do público é justamente a mistura entre direito, bastidor e memória afetiva. Larissa Manoela não é apenas uma celebridade em disputa contratual. Ela é um dos rostos mais reconhecíveis da televisão infantojuvenil brasileira, com trajetória que atravessa SBT, música, cinema, streaming e novelas da Globo. Quando o caso envolve um contrato assinado na infância, cláusulas vistas como abusivas, controle de imagem e a ideia de um vínculo “vitalício”, a narrativa deixa de ser apenas jurídica e passa a tocar em algo maior: a discussão sobre como crianças e adolescentes são inseridos no show business, quem administra esse patrimônio simbólico e financeiro, e o que acontece quando esse artista cresce e tenta assumir o próprio destino.

A repercussão também se alimenta do simbolismo público que Larissa passou a carregar desde que decidiu expor, em 2023, a ruptura com os pais e abrir mão de uma parte significativa do patrimônio acumulado ao longo da carreira. Desde então, cada novo movimento judicial é lido pela internet não apenas como uma ação legal, mas como um novo capítulo de uma história que mistura autonomia, recomeço e disputa por narrativa. No caso da gravadora, isso ganha ainda mais força porque a briga não envolve só dinheiro ou contrato: envolve o controle sobre músicas, plataformas, imagem e legado artístico.

Na prática, o novo recurso da Deck Produções ainda não representa uma reversão da vitória anterior de Larissa, mas recoloca a disputa em evidência e mantém aberto um processo que continua tendo peso simbólico para a imagem pública da atriz. Para o mercado do entretenimento, o caso também serve como alerta: contratos assinados na infância, sobretudo quando carregam cláusulas extensas e assimétricas, podem se transformar anos depois em disputas que extrapolam os tribunais e impactam diretamente reputação, carreira e percepção pública.

Mais do que uma “briga sem fim”, o caso de Larissa Manoela com a gravadora se consolidou como um dos exemplos mais emblemáticos de como fama precoce, interesses empresariais e relações familiares podem se cruzar de forma explosiva nos bastidores do showbiz brasileiro. E, ao que tudo indica, essa história ainda está longe de terminar.

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