gusTTanu explora vulnerabilidade e estética orgânica no single “Novo Dia”

Com produção refinada, faixa marca retorno artístico e aposta em narrativa sensorial
gusTTanu retorna com “Novo Dia”, um single que evidencia sua maturidade artística e aposta em uma abordagem sensorial e introspectiva. Lançada nesta sexta-feira (17), a faixa se constrói a partir de uma experiência pessoal de esgotamento e reconexão, traduzida em uma narrativa que privilegia a vulnerabilidade. O artista mergulha em uma estética que foge de fórmulas e busca autenticidade.
O hiato de três anos foi determinante para essa nova fase. Durante o período, gusTTanu se afastou do ritmo acelerado da indústria para repensar sua identidade musical. “Eu precisava me desconstruir para entender o que ainda era verdadeiro em mim”, afirma. Esse processo se reflete diretamente na construção de “Novo Dia”.
A produção, assinada por Filipe Bressan e Victor Fuentes, com colaboração de Lorenzo Flammia, aposta em uma sonoridade orgânica e minimalista. A faixa se desenvolve de maneira fluida, com arranjos que respeitam o espaço da voz e da narrativa. A ausência de referências diretas contribui para a criação de uma identidade própria.
O verso “Será mesmo que falta algo pra eu ser feliz?” funciona como eixo central da música. A repetição da pergunta cria um efeito hipnótico, conduzindo o ouvinte por uma jornada de reflexão. A estrutura da faixa acompanha esse movimento, alternando momentos de tensão e respiro.
Para o artista, o single representa um ponto de inflexão. “Eu sinto que essa música inaugura uma nova forma de me expressar. É mais crua, mais honesta”, explica. A proposta é estabelecer uma conexão mais direta com o público, sem filtros ou excessos.
O videoclipe, dirigido por Filipe Bressan, amplia a experiência da música ao explorar a repetição como linguagem estética. Gravado em Piúma (ES), o vídeo utiliza ciclos visuais para representar o confinamento emocional. A fotografia e a direção de arte reforçam a atmosfera introspectiva.
Ao final, “Novo Dia” se consolida como um trabalho que valoriza o processo criativo e a construção de identidade. A obra sugere que a mudança não acontece de forma imediata, mas se inicia a partir da percepção. Um convite à escuta e à reinvenção.