Jardim Progresso volta a cobrar resposta e diz que 50 famílias seguem sem garantia real sobre moradias em Colinas

Associação afirma que comunidade recebeu sinalização de que casas não seriam demolidas e que outras sete unidades seriam construídas, mas sustenta que até agora não houve solução oficial definitiva
A situação das moradias no Jardim Progresso, em Colinas do Tocantins, voltou a ganhar força no debate público após a Associação dos Moradores divulgar uma nota de preocupação cobrando uma definição concreta para as famílias que vivem no bairro. No documento, a entidade afirma que a comunidade segue sem uma solução oficial e definitiva, mesmo após ter recebido a informação de que cerca de 50 casas não seriam demolidas e que outras sete unidades seriam construídas.
Segundo a nota, a representação dos moradores foi informada de que o prefeito Zé Nagru, acompanhado de equipe técnica, teria assegurado a preservação das moradias já existentes e a construção de novas unidades. Ainda assim, a associação sustenta que, até o momento, não houve medida concreta capaz de encerrar a insegurança vivida pelas famílias, que continuam sem garantia formal sobre o futuro de seus lares. Máquinas já estão a caminho para a demolição.
A cobrança da comunidade ocorre em meio a um impasse que já vinha sendo acompanhado nas últimas semanas. Reportagens publicadas em abril relataram que mais de 50 famílias do Jardim Progresso foram notificadas a deixar as casas, mesmo após audiência pública na Câmara Municipal e reuniões com representantes da prefeitura. O caso passou a ser tratado como uma emergência social por envolver famílias de baixa renda que, segundo relatos apresentados publicamente, construíram suas moradias com esforço próprio e agora temem perder tudo sem alternativa concreta de reassentamento ou regularização.
A discussão sobre o bairro também já havia sido levada ao Legislativo. Em março, houve proposta de audiência pública para debater a possível desapropriação de imóveis na região, em um movimento que buscava ampliar o diálogo entre poder público, especialistas e os moradores afetados. Desde então, o assunto se transformou em um dos temas mais sensíveis do município, justamente por atingir diretamente o direito à moradia e a tranquilidade de dezenas de famílias.
Na nova manifestação, a Associação dos Moradores do Jardim Progresso afirma que a comunidade não busca confronto, mas sim respeito, transparência e uma resposta clara por parte das autoridades competentes. O texto diz que a ausência de providências efetivas tem gerado tristeza, desolação e medo entre os moradores, que seguem sob incerteza quanto ao destino das casas.
O apelo também tem endereço certo: a entidade pede sensibilidade, responsabilidade e urgência na resolução do caso, sustentando que promessas precisam se converter em medidas práticas para que as famílias possam voltar a viver com paz e segurança. Em uma crise que mistura moradia, regularização, segurança jurídica e pressão social, a falta de um desfecho oficial prolonga o sofrimento de quem vive no bairro.
A representante dos moradores, Paula Cred, foi indicada pela associação como porta-voz da comunidade para entrevistas e informações adicionais. A expectativa agora é que a prefeitura apresente posicionamento formal e esclareça, de forma objetiva, se haverá manutenção das cerca de 50 moradias, construção das sete novas unidades mencionadas pela comunidade e qual será o caminho jurídico e administrativo adotado para encerrar o impasse.
Até aqui, o Jardim Progresso continua entre promessas e incertezas. E, enquanto não houver uma definição oficial, a sensação que permanece entre os moradores é a de que o medo ainda não saiu de casa.
A reportagem mantém espaço aberto para manifestação da Prefeitura de Colinas do Tocantins e das demais autoridades envolvidas sobre a situação das famílias do Jardim Progresso.