Golpes telefônicos: governo federal testa nova tecnologia para frear fraudes por ligações e chamadas falsas no Brasil

Golpes telefônicos: governo federal testa nova tecnologia para frear fraudes por ligações e chamadas falsas no Brasil
Golpistas têm usado aplicativos de mensagem com perfis falsos e dados reais de processos para enganar vítimas e exigir transferências indevidas via Pix.
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 21 de abril de 2026 0
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O Ministério das Comunicações está avançando com iniciativas para combater as fraudes telefônicas que tanto prejudicam os brasileiros. Um projeto financiado pelo Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) e desenvolvido pelo CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) busca criar soluções de autenticação de chamadas e verificação de identidade na origem das ligações.

A proposta permite que o usuário saiba, já no momento da chamada, se o número que está ligando é realmente de uma instituição confiável (como bancos, operadoras ou órgãos públicos) ou se trata de uma tentativa de golpe com número falsificado — prática conhecida como spoofing.

Como vai funcionar a nova tecnologia

Diferente dos sistemas atuais, que dependem apenas das operadoras, a nova solução usa credenciais digitais verificáveis com tecnologia descentralizada (baseada em blockchain). Isso significa:

  • Autenticação ponta a ponta da origem da chamada;
  • Possibilidade de revogar credenciais em caso de fraude;
  • Menor exposição de dados pessoais do cidadão;
  • Dificuldade maior para criminosos usarem linhas irregulares ou clonadas.

O diretor de Tecnologia e Inovação do CPQD, Gustavo Correa, explicou que o objetivo é aumentar a confiança nas ligações telefônicas e reduzir significativamente os golpes que se passam por bancos, polícia, empresas de delivery ou órgãos públicos.

Outras medidas em andamento

Além do projeto do CPQD, o Ministério das Comunicações abriu consulta pública para aprimorar a segurança das chamadas e melhorar a cobertura de celular. Paralelamente, a Anatel já vem implementando regras de autenticação obrigatória para grandes chamadores (empresas que realizam mais de 500 mil ligações por mês), com prazo de adequação previsto até 2028.

Essas iniciativas fazem parte de um esforço maior do governo para proteger a população contra o crescimento das fraudes virtuais e telefônicas, que causam prejuízos bilionários todos os anos no país.

O que o cidadão pode fazer enquanto as novidades não chegam

  • Não fornecer dados pessoais ou senhas por telefone;
  • Desconfiar de ligações com urgência ou que pedem transferência de dinheiro;
  • Verificar diretamente nos canais oficiais da empresa ou banco (site ou app);
  • Bloquear números desconhecidos e usar apps de identificação de chamadas.

A expectativa é que, nos próximos anos, o brasileiro consiga identificar com muito mais segurança quem realmente está do outro lado da linha, reduzindo drasticamente o sucesso dos golpistas.

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