Título: Pré-candidatos já podem arrecadar por vaquinha virtual para 2026; veja regras e proibições

Título: Pré-candidatos já podem arrecadar por vaquinha virtual para 2026; veja regras e proibições
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 18 de maio de 2026 0
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A corrida eleitoral de 2026 começou também no financiamento digital. Pré-candidatos já podem arrecadar recursos por meio de financiamento coletivo, as chamadas vaquinhas virtuais, autorizadas pela legislação eleitoral e regulamentadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Apesar da liberação da arrecadação antecipada, o uso do dinheiro continua cercado de restrições. Os valores arrecadados só poderão ser utilizados oficialmente após o registro da candidatura, emissão do CNPJ de campanha e abertura da conta bancária eleitoral específica. Até lá, os recursos precisam permanecer sob responsabilidade da empresa arrecadadora autorizada pela Justiça Eleitoral.

A legislação permite que pré-candidatos divulguem posicionamentos políticos, participem de entrevistas, eventos partidários e debates públicos. Também é permitido pedir apoio político e divulgar ações de pré-campanha. O que segue proibido é o pedido explícito de voto antes do início oficial do período eleitoral.

Segundo o advogado eleitoral Marcelo Sampaio, a arrecadação antecipada passou a integrar a estratégia política das campanhas digitais.

“A legislação permite a arrecadação antecipada por financiamento coletivo, mas existe uma diferença importante entre pré-campanha e campanha eleitoral. O pré-candidato pode divulgar ideias, participar de eventos e arrecadar recursos por plataformas autorizadas, porém continua proibido o pedido explícito de voto antes do período oficial. Além disso, o dinheiro arrecadado só pode ser utilizado após o registro da candidatura, abertura da conta eleitoral e emissão do CNPJ de campanha”, afirmou.

As chamadas vaquinhas eleitorais precisam seguir regras específicas do TSE. As plataformas devem ser cadastradas previamente na Justiça Eleitoral, as doações precisam identificar CPF do doador e os repasses devem ocorrer por meios rastreáveis. Empresas continuam proibidas de realizar doações diretas para campanhas eleitorais.

Especialistas apontam que o modelo fortalece campanhas baseadas em mobilização digital e influência nas redes sociais, principalmente entre políticos que já possuem comunidades engajadas na internet.

Para Marcelo Sampaio, a antecipação das arrecadações também muda a dinâmica financeira da política brasileira.

“As vaquinhas virtuais antecipam o processo de estruturação política e financeira das campanhas de 2026. Hoje, candidatos com forte presença digital conseguem mobilizar apoiadores muito antes do início oficial da campanha, mas a Justiça Eleitoral mantém limites rígidos para evitar propaganda antecipada e abuso econômico”, explicou.

A Justiça Eleitoral continua monitorando possíveis irregularidades relacionadas à propaganda antecipada, impulsionamento irregular de conteúdo e uso indevido de recursos fora das regras estabelecidas para o período pré-eleitoral.

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