Influenza e Covid voltam a preocupar no Tocantins; especialistas alertam para avanço de síndromes respiratórias

Influenza e Covid voltam a preocupar no Tocantins; especialistas alertam para avanço de síndromes respiratórias
Este estudo focou apenas nos casos mais graves de COVID-19, classificados como Síndrome Respiratória Aguda Grave e, portanto, não reflete a magnitude total de casos e óbitos por COVID-19 no Brasil. Esses casos provavelmente foram extremamente graves e esses pacientes também eram particularmente frágeis, o que reduz o escopo inferencial de nossos resultados. Crédito: Ministério da Ciência e Tecnológia)
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 20 de maio de 2026 0

O avanço de casos de influenza, Covid-19 e outras síndromes respiratórias voltou a acender alerta no Tocantins. Dados recentes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Ministério da Saúde mostram crescimento da circulação de vírus respiratórios no país, especialmente da influenza A, que começou a avançar antes mesmo da chegada oficial do inverno.

Na Região Norte, o Tocantins voltou a aparecer entre os estados monitorados por causa do aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Segundo a Fiocruz, Acre, Pará e Tocantins concentram parte do crescimento recente de internações respiratórias na região.

Além da gripe, especialistas também acompanham a permanência da Covid-19 em circulação, principalmente entre idosos, imunossuprimidos e pessoas não vacinadas.

“O problema não é apenas a Covid ou a influenza isoladamente. O que preocupa é a circulação simultânea de vários vírus respiratórios neste período”, explica a infectologista Mariana Veloso. (Aspa sugerida para entrevista)

Dados do boletim InfoGripe, da Fiocruz, mostram que o Brasil já ultrapassou 46 mil registros de SRAG em 2026. Influenza A, vírus sincicial respiratório e Covid-19 aparecem entre os principais agentes associados às internações graves.

O Ministério da Saúde também informou que o país registrou mais de 5,5 mil casos de SRAG por influenza apenas até abril deste ano, além de centenas de mortes associadas à doença.

No Tocantins, a circulação antecipada da influenza chamou atenção das autoridades sanitárias.

“O comportamento sazonal mudou. Antes, o pico costumava acontecer mais perto de junho e julho. Agora os vírus começaram a circular mais cedo”, afirma o epidemiologista Carlos Mendes. (Aspa sugerida para entrevista)

Segundo especialistas, os sintomas mais comuns da influenza continuam sendo febre alta, dor no corpo, cansaço intenso, tosse, dor de garganta e calafrios. Já a Covid pode apresentar sintomas semelhantes, além de perda de olfato, dificuldade respiratória e fadiga prolongada.

Médicos alertam que idosos, crianças pequenas, gestantes e pacientes com doenças crônicas continuam entre os grupos com maior risco de agravamento.

“Quando a pessoa apresenta falta de ar, febre persistente ou queda na saturação, ela precisa procurar atendimento imediatamente”, reforça a pneumologista Renata Guimarães. (Aspa sugerida para entrevista)

A principal recomendação das autoridades de saúde continua sendo a vacinação.

O Governo do Tocantins iniciou ainda no começo do ano campanhas de imunização contra influenza e tem reforçado a convocação da população para atualização vacinal.

Mesmo assim, especialistas afirmam que a cobertura vacinal ainda preocupa.

“A vacina não impede totalmente a infecção, mas reduz drasticamente os casos graves, internações e mortes”, explica Mariana Veloso. (Aspa sugerida para entrevista)

Além da imunização, médicos recomendam medidas simples que voltaram a ganhar importância neste período de maior circulação viral:

  • evitar contato próximo quando houver sintomas gripais;
  • utilizar máscara em caso de tosse ou febre;
  • manter ambientes ventilados;
  • higienizar as mãos com frequência;
  • evitar exposição de idosos e bebês a pessoas doentes.

Boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura de Palmas apontou estabilidade nos casos de Covid nas últimas semanas, mas reforçou que a vigilância epidemiológica segue em alerta permanente por causa da circulação contínua de vírus respiratórios.

Para especialistas, o cenário atual exige atenção da população sem gerar pânico.

“O período exige cuidado, principalmente porque muita gente abandonou hábitos preventivos depois da pandemia. Hoje o grande desafio é evitar que os hospitais voltem a registrar aumento de internações graves”, afirma o infectologista Paulo Henrique Nogueira. (Aspa sugerida para entrevista)

A Secretaria de Estado da Saúde orienta que pessoas com sintomas gripais procurem as unidades de saúde em caso de agravamento e mantenham a vacinação atualizada.

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