PORTELINHANDO Crônicas: Palmas, a capital que nasceu quando a esperança decidiu desenhar um mapa

PORTELINHANDO Crônicas: Palmas, a capital que nasceu quando a esperança decidiu desenhar um mapa
João PortelinhaPor João Portelinha 20 de maio de 2026 0
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Palmas, a cidade que nasceu quando a esperança decidiu desenhar um mapa

Fundada em 20 de maio, Palmas nasceu já com o sol nos ombros. Última menina planejada do século passado, capital caçula do Brasil, aprendeu depressa a dizer seu nome entre palmeiras, concreto, cerrado e sonho.

Entre a Serra do Lajeado e o lago comprido do Tocantins, Palmas é claridade que escorre pelas avenidas largas. É cidade-risco de arquiteto, traçada a régua e esperança, onde cada quadra parece um parágrafo em aberto, esperando novas histórias, novas famílias e novos recomeços.

Na Praça dos Girassóis, um dos grandes corações urbanos do mundo, o tempo se deita em pedra, bandeira e memória. Ali, o Palácio Araguaia ergue seus arcos de história recente, como quem anuncia, em silêncio: “cheguei ontem, mas vim para durar”.

Palmas ainda carrega nos passos o eco do cimento fresco, mas já traz nas mãos as linhas de um futuro. É cidade que guarda memórias em construção e, ao mesmo tempo, se reflete em vidro, luz, movimento e pressa de metrópole.

Capital-lago, Palmas inventou praias no meio do cerrado. Na Graciosa, na Prata e em tantos outros cantos banhados pela água doce represada, o pôr do sol se demora. E, quando ele se demora, parece que também demora em nós, como se o horizonte inteiro viesse assistir ao parabéns da cidade.

Hoje, quando Palmas completa mais um ano, não se deseja apenas obras, números, discursos ou anúncios oficiais. Deseja-se também árvores, sombras, risos nas praças, crianças correndo livres, famílias caminhando sem pressa e um povo que habite a cidade como quem habita um poema.

Que Palmas siga crescendo sem perder a ternura. Que se escreva nela, todos os dias, a mesma frase silenciosa que ergueu sua pedra fundamental: uma cidade pode nascer do nada quando a esperança decide desenhar um mapa.

Parabéns, Palmas.

Que o Tocantins inteiro continue cabendo no gesto simples de quem te chama, baixinho, de casa.

Eu te amo, Palmas!

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